terça-feira, 31 de agosto de 2010

Convite a Eucaristia.





A adoração intensifica o nosso amor pelos pobres.

Temos necessidade de alimento contiuamente. Por isso começamos o dia muito cedo, as quatro e meia da manhã.

Temos a missa, a comunhão , a meditação... Depois, a noite, em todas as nossas casas, temos uma hora de adoração todas as noites.

Antes eramos felizes de dedicar uma noite por semana . Depois com a decisão por unamidade, foi estabelecido de fazer uma hora de adoração todas as noites.

O Santissimo Sacramente é exposto, e todas as irmãs comunitariamente, (fazemos tudo comunitariamente), fazem uma hora de adoração.

E essa uma grande surpresa para mim, somos, absolutamente, todas e cada uma muito ocupadas, temos tantas coisas para fazer para a nossa gente. Mas mesmo assim, essa hora de adoração não é uma hora tirada do trabalho aos pobres.

Fazemos todas as nossas horas de serviço pleno aos pobres.

Essa hora de adoração que se passa diante de Jesus não tira nada ao nosso serviço. Nos tem aproximado umas das outras e intensificado o nosso amor pelos pobres, e tornou a presença de Jesus mais viva, mais real, é alguma coisa que nos une verdadeiramente.

Bibliografia

Bosco T., I pensieri piu belli di Madre Teresa de Calcutta, 1996, p.81

Frei Emerson Aparecido Rodrigues, Ofmcap
freiemersoncapuchinho@hotmail.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A relação entre a Virgem Santíssima e o Cristo.



"Maria é o ostensório di Cristo." (Stefano De Fiores)

Já o Concílio Vaticano II ensina sobre a estreita relação entre o nosso Redentor e a Virgem Santíssima destacando o lugar privilegiado que Ela ocupa na obra da Salvação e a sua total adesão como pessoa livre e responsável,a colaboradora no Projeto de Deus.Ela adere ao Cristo não simplesmente pelos laços biológico,mas passa além dessa relação carnal e famíliar, e assume uma dimensão e espiritual bem mais profunda, a de seguidora fazendo-se a discipula do Filho.
Nesse sentido, Maria é modelo para os fiéis, de escuta atenta e deixar-se engravidar pela fecundidade da Palavra, de gerar vida fecunda sendo atenta a Palavra de Deus.
Entanto, e no seio da Virgem que a Palavra se fez carne. Alí é apresentada o momento decisivo na salvação do genero humano.
A Encarnação é uma realidade teológica profunda. Deus poderia se valer de vários meios para demonstrar o seu amor por nós. Porém Ele escolheu encarnar-se. E o Filho que do seio da Trindade, vem em meio a nós. Assume a condição humana em tudo menos no pecado. Essa verdade da nossa fé não é algo tão simples de entender visto que muitos durante a história tiveram trabalho a reconhecer o mistério da Encarnação, no sentido que um Deus que se faz humano para que o humano se torne divino é uma novidade
da Boa nova cristã. Deus não se coloca a parte da história humana, mas assume mesmo em meio a toda a contradição,e o condicionamento
próprio da nossa condição.
Como diz von Balthasar a teologia deve ser feita de joelhos. De joelhos diante da gruta de Nazaré elendo a frase " Verbum caro factum est hic".
Esse "aqui" o verbo se fez carne faz a diferença. E sentindo o lugar as condições e a simplicidade daquela pobre gruta. Invés de desvelar o
mistério, de tocar, de desvelar. Sentindo de perto essa realidade temos a vontade de se aprofundar cada vez mais no mistério
como explica São Gregorio de Nissa, na Vida de Moises, Deus que nos chama a sí, provoca em nós esse desejo de caminhar
com mais firmeza ao encontro dele, nesse processo continuo, em modo que quando mais se busca Deus, mas se senti a necessidade de buscá-lo.
Assim a vida de Nazaré mostra que Deus que se revelou na simplicidade daquela gruta desperta em ti o desejo de se aproximar cada vez mais Dele.
A palavra de Deus que se faz pessoa, em Jesus Cristo. Com certeza não é tão simples despertar-se, é o Espirito Santo que nos prepara a reconhecer
o Filho de Deus, mas também deve exigir de nós uma resposta para a Revelação. Deus entra na história porque quer se encontrar conosco.
Até os nossos dias muitos não aceitam. Os musulmanos dizem: Deus tem 99 nomes, mas Pai, não é nome de Deus, Deus não tem Filho.
Deus não é imparcial, entra na história na vida de seu povo Israel, que é um povo pequeno e pobre em comparação com outros povos na história.
E o seu povo não reconhece Nele, o Messias esperado, o Filho de Deus.
Somente um pequeno grupo esteve com Ele e ainda sim no coração daquele pequeno grupo, devido a nossa condição humana, existia muitas dúvidas e muita incompreensão misturado com uma adesão ao seguimento, quase como nós.
Mas é na gruta que o Verbo se faz Carne, muitos não conseguiram perceber que aquele homem o Rabi Yeshuá, é o Filho de Deus "Eu sou".
Seguramente podemos aprender muito de como reconhecer o Cristo com Maria. E um modo muito belo esse pensamento eucaristico de
apresentar a Virgem Santissima como Ostensório di Cristo.
Sabemos que o Ostensório é preciozissimo, mas a toda a sua preciosidade não é em si mesmo, mas pela função que tem e pelo que porta seguramente por mais trabalhado, dourado, e com requinte que seja o Ostensório o importante é o que ele contém. O ostensório em si mesmo
pode ter um valor como arte, ou pelos metais preciosos dos quais é feito, mas para a fé é importante porque contém o Pão do céu.
O Ostensório se torna importante porque leva dentro de sí a Eucaristia.Realmente podemos olhar para a Virgem assim. Ela que recebe em si o Cristo e o apresenta ao mundo, que muitas vezes não reconhece a preciosidade do dom que recebe, o proprio Deus que vem habitar em meio a nós.
Seguindo o modelo de Maria cada um de nós é convidado a ser ostensório de Cristo e ser o instrumento que leva Jesus aos irmãos pelo nosso testemunho de vida devemos ser ostensório que guarda o Jesus eucaristico e oferece aos irmãos.







quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Irmão Sol Irmã Lua: uma reflexão



Quantos de nós tantas vezes não nos emocionamos enquanto assistiamos? Realmente apresenta uma visão muito romantica de Francisco e Clara e que por algum tempo responde as necessidades imediatas e alguns sonhos. Porém penso que esteja bem ali o problema. Começar com uma visão ingenua e sonhadora da prosposta de Francisco pode ate ser um começo, mas o problema é que diante da concreteza da vida esse ideal romantico não se sustenta.Nesse caso uma ajuda necessária é vermos as intenções do autor. Será que Franco Zefirelli quando produziu esse filme tinha como intenção apresentar a vida do homem de Assis ? Aqui nos temos que enfatizar duas coisas. Nos no ambiente post moderno somos homo videns é muito importante a imagem. Qual é a imagem de Francisco? Mesmo questionando as hagiografias antigas. Qual é o verdadeiro Francisco? o da biografia de Tomas de Celano ou da Legenda de São Boaventura, ou talvez seja de I Fioretti?
Penso que nenhum santo tenha tantas biografias modernas e seja tão conhecido em todos os ambientes e paises. Mas voltamos a pergunta qual imagem de Francisco é revelada?Tendo em consideração o império da imagem e a cultura anunciada por ele, o cinema tem muito a dizer. Os nossos jovens assimilam as informações muito mais pelo que viram do que pelo que leram.Talvez o Francisco cinematografico nos ajude qual será a verdadeira imagem ? ou atrapalhe ainda mais. O esforço de ler a cultura hodierna é absolutamente fundamental. Não podemos simplesmente como Homer Simpson nos estirar diante da televisão e engolirmos tudo sem questionar. A pastoral franciscana passa pela midia também.Nesse sentido é uma ajuda por exemplo o livro do frade capuchinho italiano Lucio Saggioro onde analisa as diversas imagens de Francisco no cinema e toda a problemática entre franciscanismo e os meios de comunicação social. Desde o Frate Sole de Ugo Falena, 1918, ainda cinema mudo, ou Francesco giubilare di Dio de Roberto Rosselini, 1950, do neorealismo do pós guerra , ou Fratello Sole Sorella Luna de Franco Zeffirelli, 1972 ou Francesco de Liliana Cavani, 1989. Citamos esse quatro para ficarmos entre os mais famosos. Nos interessa sobretudo os últimos dois: Frate Sole Sorella Luna segundo a análise feita por Fra Lucio Saggioro, Franco Zeffirelli não tem a intenção de retratar São Francisco de Assis, mas pelo contrário numa Europa em crise depois de 1968, com a queda dos valores, e o caos instaurado, onde todas as instituições tem que se refazer inclusive a própria Igreja faz os esforço de dar respostas. O diretor do filme procura oferecer uma resposta para os jovens da sua época, de crise e sem paradigmas que buscam uma resposta, e encontra em Francisco esse jovem contestador das estruturas que vive seus dramas e consegue superá-los sendo assim uma resposta.Com certeza temos valores para colocar na balança não é tudo positivo, como também nem tudo se pode jogar fora.Muitos acusam o diretor de psicologismo, pacifismo bobo, metafisico, romantico e muito doce, nele se reforça o Francisco namoradinho de Clara e o ecologista, mas não podemos negar que esse virou um clássico noto que encantou gerações coisa que até então não acontece com uma vida de santo e do ponto de vista cenografico, fotográfico, colorido é simplesmente fantastico Um espetaculo teatral o Francisco ali apresentado pode interessar a todas as pessoas. Porém, muitas coisas não ficam claras, por exemplo, não fica evidente que Cristo e amor por Cristo e de consequencia pelos pobres seja o centro da vida de Francisco. O que une Francisco e Clara é o amor comum de ambos por Jesus Cristo e por vivê-lo de forma concreta. Parece que Jesus Cristo e os pobres são apenas consequencias do processo iniciado. Um Francisco que parece desencarnado das realidades da vida, alheio a fé, não aparece Francisco como um apaixonado por Cristo.Do ponto de vista tecnico pode ser considerado uma obra prima entre os melhores senão melhor de Franco Zeffirelli, do ponto de vista franciscano e dos valores franciscanos decididamente não, falta apresentar valores fundamentais de um Francisco, apaixonado por Jesus Cristo que assume um estilo de vida novo por causa de Jesus e do seu Evangelho, que comprometido com a vida e com os irmãos que não passa despercebido os sofrimentos dos seus irmão, homem verdadeiramente católico e apostólico, filho da Igreja e obediente a Ela, homem prático e do exemplo concreto.
Frei Emerson Aparecido Rodrigues, Ofmcap.
freiemersoncapuchinho@hotmail.com
Bibliografia:
BARAGLI E., Fratello sole sorella luna, in Rivista del Cinematografo, n. 7 luglio 1972, 356-357.
MICCOLI G., Francesco d’Assisi. Realtà e memoria di un’esperienza cristiana, Torino, 1991.
SAGGIORO L. , Francesco d’Assisi nella settima arte, Treviso, 2006.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Homenagem a Monsenhor Luigi Padovese


Essa manhã a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos está em luto com grande tristeza no seu coração. Pois recebemos a noticia que Monsenhor Padovese foi colhido de nosso seio. Ainda procuramos administrar a essa triste noticia que nos pegou de surpresa e chocou a maioria de nós, seus confrades e alunos...
Sempre ouvimos falar do perigo de ser cristão num país como a Turquia.... Tantos sacerdotes já tinham sido ameaçados e outros mortos...
No momento não sabemos ainda maiores noticias...
Pedimos que Ele interceda por nós e que o Senhor todo poderoso nos ajuda a perdoar o seu assassino como fazem os cristão e que o seu testemunho e a sua vida ceifada do meio de nós não tenha sido em vão, mas para a causa do Reino.

sábado, 22 de maio de 2010

Frei Leopoldo de Alpandeire, frade esmoleiro : um modelo de santidade capuchinha.



“Estando como Dios quiere estoy contento” (Fray Leopoldo.)

O venerável Frei Leopoldo é um dos modelos da santidade capuchinha marcada por santos simples e do povo, nas fileiras de nossa Ordem, vemos santos que foram testemunhos extraórdinários vivendo com dedicação e devoção as tarefas ordinárias. Contamos vários frades leigos, porteiros, cozinheiros, esmoleres. O personagem que procuramos conhecer não alcançou a santidade, que agora vem reconhecida pela Igreja, como missionário num outro pais, nem fazendo pregações nos púlpitos, muito menos porque era douto. Mas porque foi um testemunho no seu relacionamento com as pessoas e principalmente as mais necessitadas. O veneravel se insere na escola capuchina da simplicidade. Aqueles que aparentemente não são importantes é que Deus se serve para realizar a sua obra.
O escondimento de Nazaré, no silêncio, no trabalho continuo e na oração. Nesse contexto se situa essa escola de santidade capuchinha, na nadificação, se podemos dizer assim, no aparencia frágil daquelas que não são nada perante a sociedade Deus superabunda os frutos da santidade. Entre os capuchinhos temos os exemplos de outros como São Felix de Cantalico, São Serafim de Montegranaro, São Crispim de Viterbo, São Conrado de Parzhan, São Francisco de Camporosso, São Bernardo de Corleone e Beato Nicolau de Gesturi, esses sabiam viver entre os últimos, ao lado das pessoas sem importancia, os últimos como nos fala o Evangelho.
A beatificação do Servo de Deus Frei Leopoldo de Alpandeire está prevista para o próximo 12 de setembro de 2010 em Granada. Procuramos conhecer um pouco mais da sua vida e testemunho de vida capuchinha exemplar. Nasceu na cidade de Alpandeire(Malaga), Espanha, com o nome de Francesco Tommaso Marquez y Sánchez (fray Leopoldo da Alpandeire), no dia 24 de junho de 1864, seus pais eram Diego Marquéz e da Jeronima Sánchez, dois humildes e piedosos camponeses.
Desde a infancia ajudou os seus pais nos afazeres agricolas em no cuidado do pequeno rebanho, quando estava um pouco mais crescido começou a trabalhar nas poucas posses de terra da familia .
Um dia ouvindo a pregacão sobre o Beato Diego Cadiz, resolveu tornar-se capuchinho. No dia 16 de novembro de 1899 vestiu o hábito capuchinho no convento de Sevilha. Passou seus primeiros anos de vida religiosa nos conventos de Sevilha, Granada, Antequera, fazendo os trabalhos mais dificeis e humildes.
No ano de 1914 foi destinado ao convento de Granada como esmoler, e ali ficou por toda a sua vida. Com a sacola para pedir esmolas sempre as costas, descalzo e sempre a pé, passou mais de cinquenta anos de porta em porta na cidade de Granada e nas cidades vizinhas pedindo humildemente esmola para os confrades e para os pobres.
Enfrentou a dificuldade da Espanha dos anos 30 algumas vezes foi perseguido e insultado pelas ruas e algumas vezes quase lapidado.
No seu interminável caminho se alternava entre ensinar o catecismo e a chamar os peacadores a conversão, repreendia energicamente os blasfemadores. Era acolhido nas casas com veneração e respeito, pela devoção muitas vezes cortavam pedacinhos do hábito e do cingolo. Muitas era chamado nas casas dos doentes, onde recitando “tres ave marias” , operava até curas prodigiosas. Indo à mendicância quebrou o fêmur e teve de ser interrompido por três anos num convento, orando constantemente e suportando pacientemente as outras doenças.
Morreu no mosteiro de Santo Granada 9 de fevereiro de 1956. Seu corpo repousa na cripta do convento de Granada, um lugar de peregrinação constante, especialmente em 9 de cada mês.
O processo de beatificação começou em 1961 e terminou em 1976. Em 1982 foi-lhe dada autorização da S. Congregação para as Causas dos Santos, para a introdução do processo.
Nos anos 1983-1984 foi ensinado o processo apostólico sobre as virtudes heróicas. Positio super virtutibus foi entregue 09 de março de 1994.




Bibliografia

D’ALATRI M., Fray Leopoldo de Alpandeire o “El testimonio de un pobre evangelico”

PERALBO A., “El sencillo testimonio franciscano del lismonero capuchino muerto en Granada, en 1956”, in L’Osservatore Romano, 17-18 febrero 2003.

Frei Cecilio Maria Cortinovis, um porteiro e esmoleiro a serviço dos pobres.



“ Me reconheço um servo inutil, mas estou certo que o Senhor pode fazer de mim uma estrela do céu.”
Como escreveu Padre Costanzo Cargnoni, recontar a biografia desse servo de Deus não é dificil, pois ele mesmo sob obediencia escreveu alguns cadernos que são entitulados “Pensieri Confusi” Pensamentos Confusos que deixam confusos e maravilhados os leitores quanto tem diante dos olhos aquelas paginas supreendentes. Ele frequentou somente a terceira série elementar. Mas a sua sabedoria de campones é percebida na linguagem simples nos exemplos com que explica sua espirtualidade.
O pequeno povoado de Nespello que pertence a Costa Serina, em Bergamo, proximo a Milão, Pedro Antonio Cortinovis, que na religião recebeu o nome de Frei Cecilio Maria, um servo de Deus.
Nasceu a 7 de novembro de 1885, filho de Lorenzo Cortinovis e Angela Gherardi foi o sétimo de nove filhos de uma família camponesa. Sendo educado com profunda influência de sua mãe, entre o trabalho duro nos campos e montanhas e um profundo espírito cristão. Com seis anos, o pequeno Antonio ia à igreja com a mãe pela manhã antes de ir para a escola. Seja a igreja que a escola eram longe de sua casa e o menino tinha que fazer uma longa viagem entre os caminhos de montanha. Desde sua infancia alimenta uma espiritualidade Eucaristica na qual crescera por toda a sua vida.
A sua mãe havia indicado o tabernaculo dizendo: “Essa é a casinha de Jesus”. O pequeno Pedro aprendeu bem a lição e na sua vida não quis fazer outra coisa senão aproximar-se cada vez mais de Jesus Eucaristico que alimentara toda a ação apostolica e seu amor pelos pobres e marcara profundamente a sua vida que segundo Ele se pudesse se chamaria Frei Cecilio de Jesus Sacramentado.
No dia 07 de abril de 1896 pela primeira vez recebeu a comunhão e para ele foi uma experiência tão intensa na sua vida. Aquele encontro determinante e decisivo. Seu grande amor a Eucaristia se intensifica tornou-se, o seu centro da sua vida espiritual, se liga definitivamente a Jesus por tanto amor recebido.
Com quatorze anos entra na Ordem Terceira Franciscana. Tinha um comportamento reto que logo se notou a sua decisão pela vida religiosa. Ele passou seus primeiros 22 anos cultivando no coração o seu chamado que ficando cada vez mais forte para se consagrar a Deus, que ninguém conseguiu convence-lo de mudar de idéia a respeito de se tornar um religioso capuchinho, recomendado pelo padre, no dia 22 de abril de 1908 ele deixou a sua casa, e sua família durante o dia e no dia seguinte e chegou Lovere.
Ali no dia 29 de julho de 1908, ele recebeu o hábito capuchinho e foi nomeado como Cecilio Maria, escolhendo ser um irmão leigo. Transcorreu o ano de prova entre penitencias e mortifições e fez a sua profissão religiosa no dia 2 de agosto de 1909.
O dia depois deixou o convento Lovere para Albino, onde foi realizar os serviços de sacristão, sala de jantar, ajudante do enfermeiro e do porteiro.
Fez uma pequena pausa de cinco meses, e depois foi transferido para Cremona com o mesmo cargo, onde permaneceu por mais três meses. Foi transferido definitivamente em 29 de abril de 1910 no convento em Milão, Monforte, onde desenvolveu varios serviços substituindo o porteiro, o sacristão, assumindo o cuidado do refeitorio, ajudante do enfermeiro e aprendendo os diversos serviços obedecendo sempre a todos em espirito de sacrificio.
Em Milão cobre o serviço de ajudante do sacristão e do porteir, enfermeiro e a hospedaria até a metade de novembtro de 1914, quando recebeu o cargo de chefe da sacristia até 1921, nesse primeiro serviço permanecia quase todo o dia na Igreja aprofundando a sua contemplação eucaristica. O seu dia iniciava as quatro da manhã quando praticava sua devoção inclusive a Via Sacra, ajudava a servir quantas missas pudesse preparando os altares com devoção e fazia outros serviços no convento até a noite. Depois do jantar voltava a Igreja para rezar e passava muitas horas na Igreja, a meia noite quando os frades vinham rezar as matinas ele estava ainda ali. Esse ritmo ele manteve quase toda a sua vida. Esse serviço lhe permitia de permanecer muito tempo na igreja para servir as missas e para manter em ordem as alfaias sagradas, tanto para o seu deleite. O tabernáculo tornou-se, como ele escreve em seu diário, o livro de sua verdade.
Em abril de 1914 foi acometido de meningite, que o levou quase a morte, no limiar da vida. Ele teve uma profunda experiência espiritual que o fez experimentar uma iluminação mistica do julgamento misericordioso de Deus, e isto será uma memória viva e repetida em seu diário. Sua recuperação se deve a intercessão do Beato Inocêncio Berzo.
Em julho de 1916 recomeça o seu trabalho de sacristão, mas com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, foi convocado para 01 de julho de 1916 e alistou-se no quinto regimento alpino em Tirano, Sondrio.Com grande desgosto tirou o habito de capuchinho e sofreu com a disciplina militar. Em longas caminhadas e exercícios de seu coração não se sustenta e é devolvido ao Milão, a sua grande alegria, pode emitir a Profissão Solene no dia 02 de fevereiro de 1918.
No dia 16 de setembro de 1921 se tornou porteiro do convento e esmoleiro para os pobres. Com a guerra cresceu mais pobres e à porta do convento era seu local de reunião. Fez-se para a portaria e, muitas vezes voluntariamente, e sempre manteve seu trabalho como assistente de sacristão contratado por um irmão, muitas vezes muito duro com ele. Aqui ele refinou sua humildade
Mais tarde ele se tornou sacristão titular desde 1921 e desempenhou o papel de porteiro que desenvolveu até 1970, praticamente uma vida.
Em 05 de julho de 1922, ao amanhecer, enquanto ele estava em sua cela, teve uma experiência mística que marcaram sua vida inteira. Em um instante fez a experiência de Deus e das verdades da fé e viu a posição de todas as almas diante de Deus que estava muito satisfeito da sua presença e do seu trabalho.
Os superiores também estavam muito satisfeitos do seu trabalho, pois através dele influenciava muitas pessoas como influenciou o industrial Marcello Candia, que deixou tudo para se deslocar ao Brasil para servir os leprosos, dizendo que ele aprendeu a servir aos pobres na escola de Frei Cecilio.
Naqueles anos, recorrendo ao sétimo centenário de São Francisco, Frei Cecilio Maria contribuíu para a construção do monumento a S. Francisco em Milão com seu esmolas de porta em porta . A estátua de bronze, criada pelo escultor florentino Domenico Trentacoste, é inspirado na face de Frei Cecilio, que por obediência, teve que servir de modelo ao artista. A obra foi inaugurada no dia 28 de outubro de 1926.
Frei Cecilio queria se tornar um missionário, talvez a serviço do Daniel de Samarate, o irmão sacerdote leproso. Mas sua vida foi uma grande missão no coração do Milão. Com a eclosão da II Guerra Mundial e os bombardeios atingiram o convento em 1942 e 1943. O incrivel é que Frei Cecilio mesmo correndo perigo continua tranquilamente o seu trabalho de ajuda aos pobres. Sua caridade era capaz de falar em favor de muitas famílias pobres, e dos conventos de clausura, além do seu trabalho, ajudou a salvar especialmente os judeus perseguidos.
Com várias estrategias defendeu o convento dos ataques dos alemães, que suspeitavam dos frades, especialmente quando no dia 13 de junho de 1944, o Padre Giannantonio Romallo, confessor de línguas estrangeiras do Duomo de Milano, foi preso e deportado para campos de concentração.
Ele era consultado pelo pelo cardeal Schuster, agora beato, que amava e admirava. Para os pobres tinham algumas concessões por parte do prefeito da cidade para dar-lhes pão, arroz e massas, e ele teve que lutar contra a Prefeitura, quando as permissões foram removidas.
Sempre quis algo melhor para esses pobres, que muitas vezes vinha na chuva gelada e no meio do sol em filas intermináveis. Na sua oração foi interceder a Jesus pelos pobres e foi ouvido. Em 1959, um benfeitor se ofereceu para construir um ambiente acolhedor, o último pedaço de terra que permaneceu no convento. Em 20 de dezembro de 1959 a casa com todas as comodidades,a cozinha, despensa, etc. e 150 assentos, que sera chamada Opera San Francesco, foi solenemente inaugurado pelo Cardeal. João Batista Montini, futuro Paulo VI .
Ali Frei Cecilio deu o melhor de si na sua abundante caridade. Ele serviu até 1979, com dias muito intensos de oração, a trabalhar de manhã cedo até a noite, terminando junto do sacrário, para interceder pelas necessidades da cidade usando assim toda a sua energia.
Desde 1979 foi objeto de frequentes doenças respiratórias e do coração se tornara frágil. Então ele se concentrou sobre o amor espiritual. Uma multidão de pessoas vieram falar-lhe da sua aflição. Ele sempre ao lado de sua Virgem Maria, palavras puras e simples espalhar a paz e a cura e dizer-lhe graças e milagres. Em 19 de outubro de 1982 foi levado a Bergamo na enfermaria dos frades . Outras vezes ele ja esteve na enfermaria mas depois se recuperava, mas essa não era como as outras vezes. Encontrou se ainda com muitas pessoas. Sempre rezando e orando silenciosamente morreu no dia 10 abril de 1984.
Depois do funeral, em Milão, foi enterrado no cemitério mais, mas desde 31 de janeiro de 1989 sepultado na Igreja, junto à sua obra. Ele deixou seu diário espiritual, escrito por ordem de seu confessor, que em parte já publicado, mostra muito bem, mesmo com uma linguagem simples a sua grande alma de apóstolo, enamorado da Eucaristia, um servo dos pobres, e testemunho do carisma franciscano.
A sua fama de santidade levou o cardeal de Milão a iniciar o seu processo de informativo no dia 27 de setembro de 1993, terminou formalmente 10 de abril de 1995. A validade do decreto foi emitido 22 março, 1996. Agora a causa prossegue.
Frei Cecilio é um tipico exemplo de um frade capuchinho viveu a sua santidade em maneira escondida, no silencio contemplativo e na profunda vida de oracao. Seu intenso amor aos pobres que vem atraves da intimidade com o Senhor. Desenvolvendo serviços ordinarios teve por muitas vezes atitudes extraordinarias, mas sempre se mantem humilde e simples, quem le o seu diario percebe são pensamentos simples, mas que fazem refletir para entender a profundidade.






Bibliografia

CARGNONI C., Santità francescana tra impegno educativo e carità sociale: la testimonianza del Beato Giuseppe Tovini e del Servo di Dio Fra Cecilio Maria Cortinovis, in Santità francescana oggi- significato figure formazione, a cura di P. MARTINELLI, Bologna, 2010, 73-83.

FRA CECILIO, In tenera età io ti incontrai, passi scelti dagli scritti spirituali di Fra Cecilio Maria, a cura di V. DE BERNARDI, Milano, 1997

FRA CECILIO MARIA, Nella Luce divina, Riflessione Pensiere Eucaristici Lettere, a cura di T. SCHENONE, Milano,1999.

FRA CECILIO MARIA, Pensieri e Riflessioni raccolte dai Frati Minori Cappuccini di Lombardia, Milano, 2001.

FRA CECILIO MARIA CORTINOVIS DA COSTASERINA, Diario Lettere note spirituali1924-1982, a cura di C. CARGNONI, Roma, 2004.

MERELLI F., Fra Cecilio povero tra i poveri, Milano, 1964.



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um capuchinho apaixonado pela Ordem Franciscana Secular.


“... talvez nenhum sacerdote franciscano tinha amado profundamente como ele a Ordem Terceira e nesse campo era um Mestre insuperável..”[1]

Tantas vezes o exemplo de pessoas que viveram bem a sua vida e vocação nos faz muito bem no sentido que nos ajudam a continuar firmes e confiantes na certeza de que é bela a nossa escolha e não é vão o nosso esforço em nos manter-nos fiéis.

Nascido no dia 31 Agosto de 1897 e batizado a setembro com o nome de Estefano Quadrelli, no pequeno vilarejo de Capezzano no municipio de Pietrasanta filho de Rafael e Cesira Pasquini sendo o tredicesimo filho. A sua familia era muito religiosa e os seus pais devotissimos. Ele teve uma otima educação religiosa foi preparado para o crisma que aconteceu no dia 8 de maio de 1901 e para a primeira comunhão em junho de 1909. Os anos de 1904 a 1906 vai escola e é descrito como um garoto muito sapeca e vivaz. Ajuda os seus pais nas tarefas domesticas principalmente como pastor do rebanho de ovelhas como os outros garotos.

Sentiu a vocação religiosa que era já um desejo de seu falecido pai no dia 18 de outubro de 1909 com apenas doze anos parte para o Colegio Serafico dos Capuchinhos de Arezzo, Provincia Toscana.

Iniciou o seu noviciado no dia 24 de julho de 1913 no eremo de Celle de Cortonae terminado o noviciado emitiu a primeira profissão no dia 25 de julho de 1914, fez um parentesis por causa do serviço militar durnate a primeira guerra mundial.

A profissão solene de 13 de setembro de 1921 a Siena e terminando os seus estudos teológicos foi ordenado em Firenze no dia 17 de março de 1923. Depois do curso de santa Eloquencia inicia o seu apostolado missionário entre as pessoas da zona rural como pregador e recebe como encargo o acompanhamento da Ordem Franciscana Secular, qual será chamado de namorado.

Frei Luiz era muito apaixonado pelos ideais de São Francisco e pela Ordem Terceira. Ele era um excelente pregador e eloquente sempre encontrava um meio para falar de São Francisco. Pode-se dizer que amou tanto a Ordem Terceira a ponto de dizer que se São Francisco não tivesse tido essa inspiração ele teria. No seu trabalho pastoral seja de missionário junto as pessoas na zona rural ele foi encarregado como Assitente Espiritual da Provincia Toscana para a Ordem Terceira a qual dedicou todo o seu impenho.

Seja promovendo cursos, formação e acompanhamento espiritual. Uma vez alguém disse a Frei Luis que os seus olhos brilhavam e ele falava da Ordem Terceira com o mesmo amor com que um namorado fala da namorada, para ele na face da terra não existe outra mulher, mais bonita, mais simpática e mais inteligente. Mas é próprio assim que Frei Luis se dedica a Ordem com o mesmo amor que um namorado a namorada.[2]

Realmente vendo a vida e a dedicação de Frei Luis de Pietrasanta o modo como concebia a sua vocação cristã, consagrada-religiosa - franciscana e sacerdotal. O modo como foi um entusiasta missionário para o povo da zonal rural. O seu enamoramento com a Ordem Terceira subindo e descendo toda a Itália para organizar a Ordem e o amor com que tinha para com os terciários e terciárias cuidando para a sua formação cristã e franciscana e o progresso espiritual. Para isso os cursos e as chamadas bibliotecas franciscanas.

O seu zelo e dedicação pela OFS o levará a ser o fundador da Companhia de Santa Isabel da Hungria, um instituto secular que nasce no seio da Ordem Terceira e para a Ordem Terceira, inspirado na pessoa de Santa Isabel da Hungria e para comemorar o seu sétimo centenário[3], no qual as sorelas deveriam assumir um estilo de vida no mundo, nem freiras e nem monjas, mas sorelas, através do bom exemplo e das obras de caridade e de apostolado principalmente na linha franciscana. Um obra espiritual fecunda que se estendeu até o Brasil sendo chamada por Frei Luis de a pupila dos seus olhos.[4]

Olhando para a realização da vocação desse capuchinho toscano e o seu testemunho reforça em nós o desejo de seguir a cada dia o ideal franciscano com maior entusiasmo e de entregar-se cada cotidianamente com entusiasmo no fervoroso apostolado e no testemunho. Recordar o testemunho de Frei Luis Quadrelli da Pietrasanta o seu impenho e o seu amor pela vocação franciscana pode alimentar a nossa vocação e o desejo de lançar-se destemidamente com maior força ao encontro do nosso ideal de vida.

Frei Emerson Aparecido Rodrigues, Ofmcap.




Bibliografia.

Baldi C., Padre Luigi da Pietrasanta, Firenze, 1974.

Borrello L., Teologia e spiritualità degli istituti secolari, Milano, 2008.

Cavvaterri T., Piccola Compagnia di S. Elisabetta. Profilo Storico, Firenze, 1983.

Fregona A., L’Ordine Francescano Secolare. Storia, legislazione, spiritualità, Padova, 2007.

Costituzioni dell’istituto Secolare Piccola Compagnia di S. Elisabetta, 1984.



[1] C Baldi, Padre Luigi da Pietrasanta, p. 50.

[2] C Baldi, Padre Luigi da Pietrasanta, p. 49-51

[3] Costituzioni dell’istituto Secolare Piccola Compagnia di S. Elisabetta, p.9

[4] C Baldi, Padre Luigi da Pietrasanta, p. 47.