domingo, 20 de julho de 2008

As vezes fico pensando.....

As vezes me sinto perdido dentro do meu convento ... Não tenho muito contato com as pessoas e me surge a pergunta: me consagrei pra que? De fato sei que Deus não precisa de nós e sim o nosso próximo. O nosso próximo é aquele que nos devemos amar. Sabemos que nem sempre é fácil. Para mim é uma experiencia estranha que ainda não entendo sair do meu país o Brasil onde sei que tenho muito para colaborar e vir morar aqui na Italia, onde tudo é estranho onde me deparo com uma insensibilidade, com pessoas ensimesmadas, com uma indiferença, onde é moda gritar contra os religiosos e contra a Igreja e contra qualquer um que pertence a Igreja. Onde a Igreja é vista como poder, e status e não aquilo que Ela de fato é, Esposa do Cordeiro.
Me sinto perdido, não sei que resposta dar. Quando olho e vejo um povo sem esperança. Até mesmo eu perco um pouco a minha esperança. Como posso ser luz para esse povo que encontro pelas ruas de Roma nas poucas vezes que eu saio, se nem mesmo eu sei como se;lo.
Muitas vezes se ve a vida Religiosa em crise... se fala de crise politica, da etica, da familia, da religiao, da espiritualidade. Tudo esta em crise, seria isso o relativismo. A muitos anos que escuto falar da crise de todas as instituições, mas qual seria o horizonte de esperança. Qual seria a alternativa? Eu tento buscar alguma resposta para todo o caos que vejo em torno a mim. Não sei se estou vendo demais ou tornando os monstros maiores do que realmente são ou se ao contrário as outras pessoas não conseguem ver o que está diante dos seus olhos.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

No profundo do meu ser...

Tem dias que sinto uma angustia no fundo do meu coração. Uma coisa muito estranha que não sei como expressar é um vazio, uma falta de sentido.... Percebo que não estou sentindo o gosto das coisas que faço na vida. as vezes como se a vida estivesse perdendo o sentido.
Chego a questionar a minha consagração até onde ela esta sendo consagração.
Muita coisa na minha vida tem sido questionada. Por exemplo pra mim e uma experiencia frustante viver numa Italia cercada por pessoas que blasfemam e duvidam da esperança, da bondade e da existencia de Deus. Mesmo entre as pessoas que vivem na rua.
As vezes entendo que essa é a verdadeira pobreza que dizia Madre Teresa. Estou num mundo que não consigo me adaptar encontrar a minha vocação missionária, aqui. Não sei como anunciar a Jesus e mesmo as vezes me coloco em crise por que não consigo saborear essa doçura de Jesus.
Não quero deixar enganar;me pelo pessimismo. Mas sinto falta de vida... Sinto me aprisionado e as vezes crucificado...
Porém não me sinto tão mistico para conseguir enxergar nisso a noite escura da alma...
O movimento da vida pulsando lá fora, tanta gente sedenta da boa nova e eu aqui limitado a essa clausura, não consigo entender, não sei se tem sentido, mesmo por que eu não escolhi isso como escolha de vida. Para alguém que optou pela clausura seria feliz, mas não eu ....
Não consigo nomear as coisas que se passam por mim em meu coração...

terça-feira, 22 de abril de 2008

A Crucificada por amor – a venerável Concetta Bertoli, Terceira Franciscana



A Crucificada por amor – a venerável Concetta Bertoli, Terceira Franciscana[1]
A venerável Concetta Bertoli é mais uma entre as figuras que sofreram no próprio corpo para a elevação espiritual, por doce resignificação, se ofertou como vítima pelos sacerdotes, missionários e pecadores. Podemos contá-la entre tantas outras almas na Igreja que se imolaram e se imolam para oferecer-se a Deus, sejam elas leigas ou religiosas.
Entre tantos e tantas podemos encontrar o seu nome. Ela nasceu em 14 de abril de 1908 em Mereto di Tomba (Udine) Itália e viveu os seus dezesseis anos frequentando a escoal e se dedicando ao trabalho nos campos.
No Natal de 1924 foi surpreendida de uma grave doença, uma artrite que deforma e quase seis anos depois, quando tinha vinte dois anos, ficou completamente imobilizada, com a boca quase que fechada de modo que era possível somente se alimentar de liquidos. Com o corpo contorcido quase como a letra “S”, ficou presa a cama quase imoóvel, por vinte e seis anos. A razão pela qual foi considerada “a Crucificada de Mereto di Tomba” no inicio da sua juventude ela gritava o seu não a esse calvário, depois ajudada pelo paróco, mergulhou no mistério Da Cruz e devagar aceitou viver com Jesus o seu Calvário.
Depois de 7 de agosto se tornou Terceira Franciscana, louvando a Deus e edeificando a todos com o espirito de São Francisco. Aos quarenta e dois no ano 1950 fica completamente cega e mesmo assim procura oferecer-se “ tudo pelos pecadores e pelos missionários” e procurando consolar quem a assistia dizia: “ Eu sou uma missinaria da dor”, “ não fiz o bastante ainda para agradecer a Deus por ter me colocado nessas condições”, “ o Senhor confia um lugar a todos, a mim deu este, eu sou contente”.
Querendo festejar o vinte e quatro de dezembro de 1949, as bodas de prata, sendo os vinte e cinco anos da sua crucificação, fazendo celebrar a missa no seu quartinho. Em julho de 1938 foi transportada pela UNITALSI em peregrinação a Lourdes e explicava de fazer essa visita não esperando de ser curada, mas para receber força para suportar.

No dia 19 de julho diante da gruta, pediu de obeter a graça de poder se comunicar , coisa que era impossivel porque as mandibulas e os dentes eram pregados. No dia onze de setembro de 1951 a UNITALSI a conduziu na peregerenição a Loreto , no Santuário e desejou ver a Santa Casa levada numa maca, cega viu a santa casa que descreve aos presentes “ tijolinho por tijolinho” de novo partiu de loreto a treze de setembro, e voltou a estar cega, mas feliz por ter recebido a graça.
Ela mesma comentava sobre a cegueira : “ Perdi a visão dos olhos, mas tenho os olhos da fé” Em janeiro de de 1956 anunciou que naquele ano seria morta, de fato em seis de março recebeu a ultima comunhão e morrreu a onze de março de 1956 na sua casa de Mereto di Tomba; foi sepultada no cemitério local , onde em cinco de agosto de 1973 foi transladada e para a Igreja paroquial. A causa de beatificação iniciou-se em Udine em treze de janiero de 1969, o seu quartinho se transformou em lugar de devoção, no ano de 1985 houve em Udine um processo sobre uma cura tida como miraculosa.
Essa santa de nossos dias nos revela como pode ser util a Deus o amor que temos por Ele e o siginificado que damos a nossa vida quando vivida por amor de Deus não importando as nossas condições. A veneravel Concetta fez da sua vida na cruz um instrumento para unir-se a Cristo e ser caminho para levar os homens a Deus.
No seu leito de dor Ela oefereceu-se a Deus pelos pecadores mostrando que o importante na nossa vida não è oo quanto fazemos mas o amor è ele que nos aproxima de Deus e dos irmãos.
Podemos ver no seu testemundo de vida um claro exemplo da simplicidade da espiritualidade franciscana que procura estar em contato com Deus, louva-LO nas diversas situções da vida, procurando estar na presença Dele. Viver jubilante e cheio da graça que Ele nós dá, aceitando a vida e vivendo a Bem usando o que não vemos como muito bom para nos aproximar de Deus ao invés de nos distanciar. Todas as ocasiões são uma oportunidade para encontramos com Deus e não para fugirmos Dele.
Que o Senhor nos abençoe este testemunho nos faça caminhar cada dia mais na direção de Deus. Paz e Bem!
[1] Esse artigo é na sua maior parte uam tradução do artigo de Antonio Borelli, do site: santi e beati. E alguns comentários do artigo: Concetta Bertoli, Crocifissa per amore in Porta voce di San leopolodo Mandic, anno 48, n.4, maggio 2008. Para aprofundamento cito o livro: Crocifissa per amore. Vita e spiritulita della venerebile Concetta Bertoli terziaria francescana, Messaggero padova, 2008. de Aurelio Blasotti.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Vem seja a minha Luz!!!!!!

Esses dias leio o livro: "Mother Teresa: Come by my light - The private writings of the "saint of Calcutta" que em italiano è traduzido, Madre Teresa Sii La mia Luce- gli scritti più intimi della "santa di Calcutta". Sou um admirador de Madre Teresa, e penso que a sua grandeza na vivencia das virtudes heroicas e o seu amor por Jesus, expresso no trato com os irmaos e principalmente os mais pobres entre os pobres è exemplo para vida religiosa.
O abandono a providencia dessa mulher pequena de estatura mas grande em santidade, me faz sentir vergonha de mim mesmo. Uma pessoa disposta a fazer tudo por Jesus, a dar tudo por Jesus a se abandonar a Ele com confiança cega entregando-se sem limites. Isso nao e romantismo, mas uma consagraçao plena e mostra uma vida de profundidade com Deus. O livro mostra que Madre Teresa como outros misticos passaram pela experiencia que Sao Joao de Deus chamou de a noite escura da alma. Depois de haver uma experiencia muito forte de Deus de consolaçao chega-se a conclusao que se sente Deus longe, mas Teresa como outros misticos, mesmo sentindo essa ausencia da consolaçao, e sentindo a desolaçao , nao deixou de estar unida a Deus pela sua pratica de amor aos preferidos de Deus.
Pra mim neste livro uma frase da beata me chama atençao e traduz tudo: " Se mai diventerò una santa, sarò di sicuro una santa dell'oscurità. sarò continuamente assente dal Paradiso per acendere la luce a coloro che, sulla terra, vivono nell'oscurità." De fato, pra mim isso revela o modo de seguir Jesus dessa mulher, nos buracos, nos lugares distantes, indo atè as pessoas.
Beata Teresa de calcutà, roga por nos...

sábado, 12 de janeiro de 2008

PROJETO DE DEUS, UM SONHO REAL

NO PRINCÍPIO DEUS TEVE UM SONHO DE AMOR SEM MEDIDA,

O UNIVERSO CRIOU: céu, terra e as criaturas.

CRIOU HOMEM E MULHER, A MISSÃO DE AMAR A ELES CONFIOU.

A TERRA FORMOU, A VIDA ESPALHOU, O SONHO SE CONCRETIZOU.

MAS O HOMEM, DESTE COMPROMISSO DE AMAR, ESQUECEU.

DISTANCIOU-SE DE DEUS, DO OUTRO E DO AMOR.

CONTRA A VIDA, QUE ERA CHAMADO A SER, SE VOLTOU.

AOS OUTROS NÃO SE DOOU SÓ EM SI MESMO PENSOU,

O SONHO DE DEUS RECUSOU.

DEUS NOVAMENTE INSISTIU AO PROJETO ORIGINAL, VOLTOU.

E CHAMANDO SEUS PROFETAS O SONHO ANUNCIOU.

ELES FALARAM, MAS NINGUÉM OS ESCUTOU.

INSISTINDO NO SONHO SEU FILHO JESUS, DEUS ENVIOU.

QUE ACENDEU A CHAMA ENTRE OS HOMENS E O AMOR BRILHOU.

MESMO ASSIM MUITOS HOMENS DISTANTES, CONTINUARAM A SER..

POR OUTRAS ESTRADAS ERRANTES, A CAMINHAR.

OS CORAÇÕS AO SONHO E AO AMOR FECHADOS, NOS FIZERAM SOFRER.

TORNANDO DIFICIL, A VIDA A LUTA E O SONHO ACONTECER.

JESUS FOI PARA O PAI, MAS A ESPERANÇA AINDA NÃO MORREU.

E HOJE JOVENS, OLHANDO A VIDA, EXEMPLO QUE NOS DEIXOU.

SONHANDO O SONHO QUE É POSSIVEL SE REALIZAR.

COM A GRAÇA, COM JEITO, COM AMOR, COMPROMISSO.

A FRATERNIDADE CRIAR.

REBELDE É AQUELE QUE PROPÕE E FAZ A VIDA ACONTECER,

VAMOS SER REBELDES, CONSTRUINDO PRA VALER.

UMA SOCIEDADE COM JUSTIÇA, É O QUE QUEREMOS VER.

FAZENDO A VIDA PLENA QUE DEUS QUIS ESTABELECER.

NÃO ADIANTA VIVER SÓ DE SONHOS, O IMPORTANTE É FAZER.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O Natal vivido por Francisco e Clara de Assis.




Encontramos nas fontes franciscanas em Tomas de Celano na sua primeira vida de São Francisco, no capitulo 30, nos números: 84,85,86 e 87[1]nos narra sobre o acontecimento do Natal de Greccio. Fato esse que ficou conhecido até hoje, muitos falam da primeira pessoa que teve a inspiração de preparar um presépio. Porém, mas do que o fato de ser Francisco de Assis o primeiro a montar um presépio vivo é interessante entender a sua motivação para fazê-lo.
Penso que este texto nos ajuda a resgatar o jeito franciscano de celebrar não somente o Natal, mas o mistério de Deus cada dia da nossa vida. Primeiro o texto nos deixa claro a motivação de Francisco, vivenciar o Evangelho, a vida de Cristo, se esforçava porque a sua maior aspiração era essa. Ele procurava a cada minuto da sua vida estar unido, vivenciando com Jesus a sua vida, a sua paixão, e a sua encarnação, com essa motivação de por tudo e em tudo seguir os “passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina”[2].
Nesse seu desejo de estar sempre unido ao Cristo e algum modo próximo do que Ele viveu, o pobre de Assis, manda o seu amigo João preparar, fazer as preparações para celebrar o Natal do Senhor. Hoje os nossos presépios são bonitos, com luzes e tantos adornos. Nossa Senhora parece uma rainha, descaracterizada do seu jeito próprio de ser, o menino Jesus quase some no meio dos enfeites sem falar nos outros detalhes. Mas na verdade mascaramos Deus, enfeitamos Deus e tentamos torná-lo a nossa imagem e semelhança. Diferente de Francisco, que quer estar proximo da fragilidade e da pobreza que Deus Encarnado experimentou a falta até do necessário. O amor nasceu, o Verbo de Deus vem nos encontrar assim , como um menino pobre, na mais completa pobreza de um estábulo, em meio aos animais. A pobreza e a simplicidade de Deus nos agride porque não somos capazes de ser transparentes como Ele. Por isso, tentamos adorná-lo com a desculpa que è porque Deus merece. Porém na verdade é para esconder nosso medo de assumir pobreza criatural nossa. Francisco ao invés para se assemelhar e aproximar de Jesus o faz.
Francisco fez com que: “Grécio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade.”[3]
Quando colocamos Deus na nossa vida como Ele realmente è as coisas mais simples se tornam importantes, se assumimos a nossa pobreza criatural, e a nossa pequenes. Podemos fazer do nosso dia a dia e os momentos mais corriqueiros da nossa vidase tornarem ponto de encontro com o mistério de Deus. A solenidade está no valor que damos as coisas. Belém pode acontecer na nossa vida todos os dias quando nos abrimos ao acolhimento de Deus menino, do Verbo encarnado em todas as dimensões da nossa vida. Cada momento pode se tornar um momento da Encarnação. O menino Jesus, o “Rei pobre” vem a nos todos os dias silenciosamente.
Outro dado “A noite ficou iluminada como o dia”[4], quando capitamos o mistério de Deus na nossa vida tudo se ilumina, nós nos iluminamos e irradiamos luz por onde passamos, se contemplamos a graça de Deus, não tem como o nosso semblante não ser iluminado e não fazer notar essa luz e alegria.
A visão do menino Jesus, tão pequeno, tão simples e tão frágil. Deus se apresenta como um menino. Nessa simplicidade nos ensina como devemos fazer para sermos seres humanos melhores, pessoas que se envolvem no mistério de Deus. Se apresentando como um menino Deus nos coloca em xeque mate e cai por terra todas as nossas aspirações, de fama, prestigio, cargos, titulos e poder.Os fioretti, ou como traduzimos em portugues “ as florzinhas” de São Francisco no seu capitulo 35, fala que Santa Clara estando muito doente e não podendo ir a Igreja de São Francisco com as outras Irmãs, recebeu a graça de Cristo e foi transportada para a Igreja onde recebeu a comunhão e participou da solenidade. Quando as Irmãs vem contar o que aconteceu na Igreja, santa Clara diz: “ Eu presto graças e louvores a nosso Senhor Jesus Cristo bendito, minhas irmãs e filhas queridas, pois estive presente a toda a solenidade desta noite, até maior da que vós tivestes, com muita consolação da minha alma.”[5] Devido ao fato dessa visão em 1958 o Papa Pio, XII a declarou "celeste padroeira da TV”. Mas Clara em um das suas cartas a Santa Ines, fala sobre o espelho que Jesus Cristo e aconselha Ines a observar esse espelho e descreve o espelho em três partes da qual a primeira o principio do espelho ela faz notar “a póbreza daquele que, envolto em panos, foi posto no presépio! Admirável humildade, estupenda pobreza! O Rei dos anjos repousa numa manjedoura.”[6]
Por esses fatos da vida desses dois grandes santos nós podemos perceber o seu esforço em viver uma vida com Jesus na sua globalidade. Cada momento ´uma oportunidade para estar com Jesus, para vivenciá-lo e testemunhá-lo. Para os dois viverJesus Cristo na globalidade da sua vida è um projeto um caminho a construir, que tem seu ponto de partida no nascimento na contemplação e vivencia do mistéio da Encarnação. Oremos ao Senhor para que possamos como Francisco e Clara quando montamos nosso presépio aprofundarmos nosso desejo de viver imerso no mistério do Senhor, que nossa motivação seja segui-lo onde quer que Ele vá. Feliz Natal!





[1] Não citarei as pagina, pois uso a versão do site de internet http://www.procasp.org.br/, tradução feita por Frei José Carlos Correia Pedroso.
[2] N.84, v1.
[3] N.85,v5.
[4] N.85,v.6.
[5] I Fioretti cap.35.
[6] 4CtIn 19-23.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Uma vida consagrada.


O tema sobre o qual quero tratar aqui brevemente é profundo mas tantos outros já trataram, porém quero fazer um aceno somente para não deixar de falar visto que parece muito importante pelo menos falar sobre ele nos nossos dias.
A consagração religiosa, num tempo em que se fala de secularismo, hedonismo e tantos outros ismos. Penso que é necessário afirmar a minha crença, reafirmar a minha opção da vida religiosa como caminho viavel e possivel para a construção do Reino de Deus. Mesmo com tantas pessoas ao meu redor dizendo não entendo porque um jovem como voce com toda a possibilidade de vida decide ir para um convento. E perguntam voce esta fugindo do mundo. O que aconteceu esta desiludido com a vida. Eu respondo voces ainda estão nessa
Porque para as pessoas não é tão simples compreender porque um jovem decidiu fazer-se religioso. Muitas vezes somos considerados pessoas que somente rezam ou é uma coisa muito bonita para o filho da vizinha e as mães até rezam pela vocação dos filhos dos outros.
Porque então decidi me consagrar para viver com Jesus e optar pela vida que Ele optou de um profundo contato com Deus pela oração, de estudo para poder compreender melhor o mundo, a vida, as pessoas, os problemas, os desafios. Uma vida de trabalho, junto com o povo de Deus.
Uma vida dedicação aos pobres, como consequencia da vida que escolhi.
Mas acima de tudo uma vida consagrada. Porque para estudar, trabalhar, rezar não precisa ser religioso, consagrado ou consagrada.
Mas a diferença é procuramos consagrar-nos totalmente a Ele, nas pessoas que precisam...
Ofertamos o nosso amor atraves a castidade, que mais do que não fazer sexo é uma amor universal a todas as pessoas, mas localizado se doando e amando principalmente os mais ncessitados de amor, não um amor excludente, mas um amor preferencial. Por amor de Deus amamos os nossos irmãos, ainda que não atingimos a perfeição da caridade, mas nos esforçamos cada dia.
O despojamento, mais do que pobreza material, estar disponivel, ouvir, se doar, se aproximar, abrir as pessoas, abrir mão dos nosso poucos caprichos pessoais para servir, para ser sinal do Reino.
Obedecer atraves dos superiores, mas não somente, porque cumprir ordens é facil, mas saber ouvir o que Deus quer de nós, onde está o seu projeto, e a sua vontade.
Uma consagração devota do nosso coração que nos leve a seguir Jesus onde quer que Ele vá.
Mais do que endossar uma veste religiosa, um hábito. O nosso coração deve estar consagrado portando esse amor que gera e defende a vida. Chama que deve ser alimentada a cada dia. Devemos esse brilho nos olhos cada dia nem sempre fácil, nos somos portadores não de nós mesmos e de nossa mensagem, mas do grande amor que Deus tem pela humanidade e o seu plano de Salvação que não exclui nenhuma criatura.
Ser consagrado significa amar com esse amor, ser presença desse amor. A Beata Teresa de Calcutá diz uma coisa simples mas importante: Deus continua amando o mundo atraves de voce e de mim. Isso é verdade os pequenos gestos de amor ainda que insignificantes devem ser expressão do amor de Deus.
Nos consagrados e consagradas devemos ser esse rosto de Deus que ama a humanidade. Por nos mesmos não somos capazes e sabemos que não é facil, mas esse é o nosso chamado, o que nós fazemos todos podem fazer, a diferença está no amor, e pelo amor de quem o fazemos.