sábado, 9 de janeiro de 2010

O incomparável poder da oração.

“Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma.” (Mahatma Gandhi)
Em nossos dias sentimos cada vez mais a secularização e a des-sacralização, se constatar o esquecimento e a perda de alguns valores que são tirados, mas não substituidos, permanecendo um vazio, sem propostas para preencher esses espaços brancos. Longe de ser um falso saudosismo muitos valores como: a família, a formação do indivíduo, os valores éticos são esquecidos deixando espaço ao relativismo. Muitas atitudes que eram consideradas quase comuns antes, agora são deixadas de lado isso tem uma influência no ser humano que nos estamos gerando na maioria das vezes demasiado egoista.
São quase em extinção valores como respeito pelo outro em geral, mas principalmente em relação aos idosos. Respeito pelo meio ambiente nas suas diversas modalidades de compreensão. Podemos constatar esses fatos todos os dias nos altos indices de violencia indicados pelos jornais, e os crimes contra a natureza.
O ser humano que se apresenta é cada vez mais vazio e sem profundidade interior. Muitos grupos religiosos na maioria das vezes parecem mais um tipo de trabalho e de modo de se manter que realmente cumprir o papel de “religare”, proporcionar os estreitamentos de laços do ser humano com a divindade. As áreas do conhecimento muitas vezes fragmentam o ser humano como que dividindo-o em pequenas gavetas. Criando uma verdadeira ruptura que o fragiliza na sua consistencia interna.
Diante de correntes do pensamento laico que respondem que a vivencia religiosa em nada contribui para o desenvolvimento do homem é possivel a seguinte a afirmação. Um ser humano enraizado em uma vivencia espiritual profunda tem um relacionamento diferente diante das situações e tem condições de responder de maneira construtiva diante de situações limites. Especificando claramente o espiritual não como algo espiritualizante que aliena as pessoas da sua realidade. Uma pessoa que cultiva uma vida interior, valores espirituais que não o desligam de um comprometimento com a vida social, ambiental, pelo contrário, para ser coerente com esses valores deve influenciar construtivamente.
Os valores espirituais cultivados não o distancia dos demais, a consequência é caminhar ao encontro dos demais. Nesse contexto a vida de oração, não simplesmente como uma suplica que se faz a Deus. Mas como uma vida intensa, que orando se compreende como ser comprometido com a realidade. Consegue entender o seu chamado a colaborar para um mundo melhor é o verdadeiro poder da oração. Não como um toque mágico que muda as realidades. Mas como um ponto de referencia que nos ajuda a transformar pela nossa ação a realidade.
A autentica vida espiritual se constata no comprometimento com a realidade, com a situação dos pobres, no respeito ao próximo e ao meio ambiente. A oração exerce o seu papel quando através dela nos nutrimos a cada dia para fortalecer-nos e sermos pessoas transcendentes que acrescentam vida nos ambientes onde frequentamos desse modo se revela a pontencia de uma vida orante.

A conversão de São Francisco de Assis.

Primeiramente esclarecer o termo conversão usado por São Jeronimo na tradução para o latim para mostrar que conversão não é quem sai de uma religião e entra em outra, mas é converter-se ao Evangelho fato esse que deve ser levado a serio por cada cristão cada dia da vida, não é o fato de se dizer cristão que conformamos nossa via ao Evangelho mas viver segundo Ele.

Nas famosas hagiografias (palavra bonita para dizer vidas de santos) são colocados fatos bonitos com a seguinte intenção quem le a vida de um santo fique encantando e também queira virar santo. As famosas hagiografias seguem um certo padrão de fatos e conversões dependendo do santo que ele conta a história. Porque o santo por excelencia é Jesus Cristo e todos os outros santos seguem o seu exemplo e o seu testemunho deve conduzir a Ele assim podemos entender todos os mártires cristãos.

São Francisco de Assis era o filho de um mercador de tecidos. Tinha uma vida voltada para o dinheiro, a fama e o bem estar. Não que essas coisas sejam más. Mas um dia depois de passar por um caminho de doença, prisão e o modo de conseguir ainda mais prestigio sendo cavaleiro falha. Porque sendo vencido nela guerra por sorte termina na prisão. Francisco vai entendendo que todas essas coisas são os métodos da pedagogia divina que estão chamando a sua atenção que o sentido da vida cristão é algo muito mais forte e profundo. E como se Deus estivesse dizendo : “ Francisco, meu filho acorda pra vida, voce está se enganando eu não te criei somente pra isso”.

O fato é que dinheiro é necessário, mas nossa vida não pode se resumir em querer dinheiro, fama e poder. Leva toda uma vida motivada por isso ai está o mal .

Em todo esse processo de chamado divino que Francisco sente digamos da sua conversão a vida evangélica. Ele passa do desejo de ser cavaleiro a largar tudo porque o Evangelho ordena e começar uma vida bem simples primeiro sozinho e depois com os seus irmãos menores. Pobres e com os pobres, particularmente os leprosos e os rejeitados da sociedade.

Francisco tem entre os vários dois acontecimentos que pra mim são as duas faces da mesma moeda. O primeiro rezando numa Igrejinha chamada São Damião, sente a voz do Crucificado que diz : Francisco, voce não está vendo que minha casa está ruinas, reconstoi a minha Igreja. E outro momento é quando encontra com o leproso, de quem antes corria porque fazia impressão. Mas motivado pelas mãos de Deus desce e beija o leproso. São dois acontecimentos fortes da presença de Cristo na vida de Francisco o mesmo Senhor que se revela no crucifixo se revela no irmão pobre rejeitado da sociedade.

O que nós podemos aprender que a conversão a obra é de Deus. Temos que dar o espaço para ele agir em nós Ele que opera sempre. Mas devemos deixar o nosso coração aberto a esse presença do Senhor que todos os dias está nos procurando e nos estimulando a nós convertermos a Ele e ao seu Evangelho. Pedindo ao Senhor que nós ajude nesse desafio que é converter-nos rezemos: Senhor converter o meu coração e dai-me as forças necessárias para ser santo como tu és santo, sendo presença viva e operante do Cristo entre os meus irmãos, sendo sal e luz em todos ambientes onde frequento. Amem

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A pedofilia é uma chaga pior que um cancer na sociedade.


Em primeiro lugar não tenho um título academico de formação psicológica ou psicoanalitica para poder falar do assunto do ponto de vista cientifico e devo reconhecer as minhas competencias. Porém diante dos absurdos a que se ve, se escuta falar ou se recebe através dos meios de comunicação é muito dificil permanecer calado, mesmo se quisesse não conseguiria.
Realmente faz sentir vergonha diante dos meios de comunicação o fato de existirem padres pedofilos, isso é verdade e admitimos, eles existem . Vimos vários casos em que os agressores, os abusadores eram sacerdotes ou religiosos, pessoas que deviam cuidar da vida e da sua dignidade. Isso nos intristece profundamente.
O que causa maior dor ainda é o que se sente por parte de alguns que se expressam como se todos os padres e religiosos fossem pedofilos, infelizmente na cabeça de muitas pessoas a questão se desenha dessa maneira. Pelo fato de ter visto na televisão alguns casos veiculam como se tivessem a verdade absoluta e como se fizesse parte da vocação religiosa ser pedófilo. Sinceramente é uma coisa muito feia e a seriedade da situação faz chorar.
Digo que bom seria se essas pessoas tivessem razão se todos os padres fossem pedófilos, seria muito fácil era somente isolar essa categoria da sociedade e se resolveria esse problema tão feio no aspecto humano e moral. A solução para o problema seria simples, externinariamos todos os padres e esse problema simplesmente acabaria.
Porém o problema não é tão simples assim e a solução para o problema mais dificil ainda. Infelizmente isso nunca assisti nenhum programa de televisão que mostrasse os casos de pais de familia, tios, vizinhos pedófilos. Raramente isso é denunciado ou se fala dessa realidade. O pedófilo geralmente é alguém de confiança da criança abusada e que trai essa confiança. Na maioria das vezes a vítima de abuso nem se dá conta que está sendo abusada ou não pode denunciar por que é alguém da sua familia. Na minhas experiencia nas periferias do Brasil quanto casos desses chegou ao meu conhecimento. Quantas situações horrivéis de sofrimento devido aos abusos onde a inocencia e a vida dessas crianças são destruidas por causa desses abusos. Mas não paramos aqui porque pode dar a impressão que casos de pedofilia acontecem somente na casa dos pobres o que não é verdade nos altos niveis da sociedade ela também acontece. Os abusos acontecem e são abafados pelo silencio aterrozidor.
Sem contar que muitos pedófilos fazem turismo sexual saem dos paises de primeiro mundo para abusar das crianças nos paises subdesenvolvidos. O que acontece muitas vezes no Brasil, onde turistas vem abusar de nossas crianças nas praias brasileiras.
Em muitos paises da Asia como a Tailandia, o Camboja onde crianças de 8, 9 anos são obrigadas a entrar na prostituição. As crianças pobres são abusadas sexualmente. Se tornam objeto usado e descartado e suas vidas são destruidas.
São situações que causam um misto de tristeza e revolta. Do ponto de vista moral é uma imoralidade, é injustiça, é pecado. São vidas ameaçadas exploradas, abusadas e destruidas. Do ponto de vista teólogico é o ser humano imagem de Deus que está sendo destruido pela injustiça pecaminosas dos impios.
Não podemos ficar calados diante dessa violencias contra as nossas crianças. Se ficamos calados ou não fazemos nada estamos sendo também nos colaboradores dessa injustiça.

terça-feira, 10 de março de 2009

Quaresma é tempo de deserto.


Tantas vezes nos ouvimos esta frase: A quaresma é tempo de deserto. Mas não pensamos no seu significado mais profundo. O deserto é uma necessidade para cada um de nós que quer viver profundamente a vida cristã. Para quem quer realmente se abandonar numa vida de oração o deserto é uma passagem obrigatória.

No deserto somos tentados pelo maligno diziam os santos padres que quem está mais próximo de Deus também está mais próximo do tentador. Pois, ele os tenta para tirar da comunhão com Deus. O jeito de rezar proposto por Jesus quando nos manda nos trancar no nosso quarto e a portas fechadas falar com o Pai também é um modo de viver o deserto. Partindo do ponto que a nossa oração comunitária é necessária e algo próprio da nossa vida cristã a vivencia comunitária, essa deve ter como ponto de partida uma experiencia profunda com Deus vivida no deserto, onde falamos a Deus e deixamos que Ele fale em nossos corações.

A nossa liturgia nos propõe esse tempo forte para a conversão, a quaresma, e nos propõe os instrumentos básicos, para nos ajudar nesse itinerário: o jejum, a esmola e a oração.

Queremos aprofundar esse terceiro que penso que seja uma necessidade do nosso tempo. Muitas pessoas esquecem da sua dimensão transcendente da vida de oração. Vivem e morrem do mesmo modo que os seus animais. Estão muito mais preocupados com coisas simplesmente materiais.

Em lugares como na Europa está corrompido pelo ateismo, o secularismo, relativismo. São pessoas ou grupos que negam valores essenciais, como a transcendencia, a existencia de Deus, e outros valores fundamentais para nós cristãos. Mas muitas vezes nós que nos dizemos cristãos passamos a nossa vida vivendo como se não fossemos. Rezamos muito pouco, quando rezamos. Ficamos perdidos de maneira a nos afastarmos de valores básicos para viver o mistério de Cristo em profundidade.

O deserto é uma necessidade para cada um de nós . O deserto é lugar da desolação, da solidão e da prova. Mas é ali que reconhecemos o nosso nada e que Deus é tudo. Que tomamos consciencia que somos pó. O povo de Deus foi para o deserto, ali foi provado, testado, e teve a certeza de ser amado e escolhido como povo de Deus.

Jesus também passou por essa experiencia, era ali onde Ele estava ligado ao Pai numa profunda vida de oração, mas também estava exposto as investidas do tentador.E cultiva uma vida de união com o Pai que o fortalece para estar a encontro dos irmãos para a sua vida de ministério. Os Santos Padres no inicio da Igreja também vão para o deserto. Onde na solidão e longe das distrações da cidade buscam estar em comunhão com Deus através de uma profunda vida de oração.

Nesse tempo de quaresma nós somos chamados a entrar no deserto a aprofundar a nossa vida de oração. Podemos viver o deserto onde nós estamos. Não precisamos sair da cidade largar a nossa familia, mas podemos fazer uma opção radical por aprofundar nossa vida de oração e intimidade com Deus.

Podemos experimentar quanto é rica a vivencia do silêncio e nos ajuda a ser pessoas que enxergam na vida a sua dimensão profunda, pessoas que são capazes de ouvir a voz de Deus mesmo no meio das confusões do dia-a-dia. Sentimos onde Deus fala e onde silencia. Com certeza se optamos por fazer essa experiência seremos investidos pelo tentador que nos quer desviar do caminho.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Beata Teresa de Calcutá.

Um gesto, um sorriso coisas pequenas.

O importante é o amor que colocamos

Em cada pequena coisa que fazemos.

Não o muito fazer mas o amor.

Vem seja a minha luz entre os pobres.

Jamais serei santa, se for serei a santa da escuridão,

Estarei lá sempre a levar tua luz nas trevas.

Nós Somos o amor de Deus em ação.

Cada olhar, cada toque, cada expressão.

Devemos comunicar o amor de Deus.

O amor não é expresso em palavras, mas em gestos.

Mesmo que sejam pequenos , mas concretos.

È na nossa fragilidade que Deus mostra a sua força.

Em cada irmão empobrecido.

Sempre escutou Jesus.

Que gritava:

Tenho sede de amor.

Maria

Uma jovem se entregou.

Nos braços do amor.

Disponiblidade a um projeto

Adesão do seu ser.

Uma resposta corajosa.

Um amor envolvente.

Uma firmeza

Ela acreditou

Abriu seu coração

Recebeu o Autor da vida

Gerou o Salvador do mundo.

Fez a Luz Brilhar.

A luz que ilumina o mundo

Ela nos doa

Nos entrega

Esse amor

Disponibilidade

De ser

Coragoso

Se envolver

Com fimeza

E de coração.

O mistério...

é gerado no silêncio....

de mansinho...

com passo lento

vai crescendo...

... até se revelar...

se revela/ desvela

escondido ...

se mostra

aos poucos

e torna cada vez

mais interessante

a busca

vamos sendo atraidos

nos envolvendo

saboreando

sentindo

deliciando cada passo do caminho.

O amor toma conta de nós

Um grande amor.

Amor muito maior que todo o nosso ser.

A vida que pulsa...

O movimento..

È o mistério do Amor.