quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Frei Salvador Pinzetta (1911-1972)




Frei Salvador Pinzetta Casca - RS * 29-07-1911 +31-05-1972



"Sou o que sou diante de Deus"






Destacou-se pela vida de oração, pela devoção à Eucaristia e pela extrema simplicidade de vida.
RegistroIniciou sua vida com os capuchinhos no dia 02.02.1944, Festa de Nossa Senhora, em Marau. Ingressou no Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Flores da Cunha, no dia 22.03.1944. Teve como Mestre do Noviciado o Revmo Pe. Frei Fulgêncio. Recebeu o nome religioso de Fr. Salvador de Casca. Professou no dia 06.01.1946, nas mãos do celebrante frei Alberto Stawinski. Sua Profissão Solene, no dia 06.01.1949, nas mãos do frei Agostinho Bizotto, também, em Flores da Cunha. Desempenhou suas funções, em Flores da Cunha(1944-1946), em Garibaldi(1946-1948) e, novamente em Flores da Cunha (1948-1972). Sempre em trabalhos domésticos e serviços gerais: cozinheiro, no jardim, horta, coleta de uvas, fabrico de vinhos e apicultura. Participou, do 1º Capítulo Provincial Extraordinário, que realizou-se no ano de 1945, como Perito, no Convento em Flores da Cunha. Viveu como pensava:" Ser santo não é fazer milagres; é amar a Jesus de todo coração e entregar-se a Ele sem reservas; é crer firmemente em seu amor e fazer, só, unicamente e em tudo, a vontade de Deus". Suas virtudes, são lembradas e citadas, por superiores e estudantes, a destacar: caridade, humildade, pobreza (um viver desapropriado), obediência (a virtude da escuta), castidade (transparência de vida). Celebrou no dia 06.01. 1971 seu Jubileu de vida Religiosa (25 anos). Faleceu no dia 31.05.1972, às 18horas, no Hospital N. Sra de Fátima, Flores da Cunha, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Contava 61 anos e, pouco mais de 28 de vida capuchinha. Era véspera de Corpus Christi, intensificavam-se os preparativos para a procissão eucarística. No dia seguinte os fiéis tomaram conhecimento de sua morte. Na missa solene, de corpo presente, concelebrada por 40 sacerdotes, o Bispo Diocesano, Dom Benedito Zorzi, enalteceu a figura exemplar do irmão capuchinho Frei Salvador Pinzetta, caracterizando-o como "homem eucarístico". Cerca de 4 mil pessoas desfilaram diante de seu corpo, na Igreja Matriz para despedir-se do "frei santo", "amigo dos enfermos", 'homem eucarístico". Seu enterro coincidiu com a Festa de Corpus Christi, e a tradicional Procissão Eucarística, foi substituída pelos funerais do frei Salvador. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos. Lugar que ele muito visitava. A partir daquele dia, tornou-se ponto de visitação e de peregrinação. No dia 21.02.1978, o Revdo Fr. Adelino Pilonetto, foi constituído Vice-Postulador, para introduzir a causa da Beatificação de Frei Salvador. No dia 10.01.1980, foi feito o encaminhamento do processo, por Dom Benedito Zorzi, Bispo Diocesano de Caxias do Sul. No dia 26.07.1988, os restos mortais do frei Salvador, foram transladados do Cemitério Municipal, para o jazigo, especialmente construído no interior da Igreja Matriz Nossa Senhora da Lourdes, em Flores da Cunha. A primeira biografia sobre Frei Salvador, foi escrita por Frei Achylles Chiappin e editada pela EST edições, no dia 26.05.1988. A segunda foi escrita por Frei Adelino Gabriel Pilonetto e impressa pela Editora São Miguel, no dia 19.12.1991. A terceira "Frei Salvador Pinzetta - Sou o que sou diante de Deus", de Antonio Coloda, Felipe A. Salvador, Frei Santos Carlos Coloda e Valentim A. Coloda, EST edições - 2005. Em Flores da Cunha é homenageado com nome de rua e de farmácia. No dia 12.09.2004 teve início a celebração mensal da missa no Eremitério Frei Salvador, Flores da Cunha/RS.




Informações pessoais: À Pia Batismal recebeu o nome de HERMÍNIO PINZETTA, filho de Fiorentino Pinzetta e Isabela Romani. É o segundo dos treze irmãos. Sua irmã mais velha, tornou-se religiosa (Irmã Flora) da Congregação das Irmãs Carlistas-Scalabrianas.



sábado, 5 de novembro de 2011

Frei Luis Quadrelli da Pietrasanta, fundador da Pequena Fraternidade Franciscana de Santa Isabel da Hungria.





Frei Luís Quadrelli de Pietrasanta, cujo nome de batismo é Estevão Quadrelli, nasceu em Pietrasanta, na região de Lucca, no dia 01.09.1897, filho de Rafael Quadrelli e de Cesira Pasquini.Recebeu o hábito capuchinho a 24.07.1913, fez a primeira profissão em 26.07.1914 e profissão perpétua no dia 13.09. 1921.

Foi ordenado presbitero no dia 17.03.1923.Terminou os seus estudos e foi enviado a Borgo São Lourenço (1924) para o curso de Sacra Eloquência, uma preparação para assumir o ministério pastoral.

Foi nomeado diretor da Terceira Ordem Franciscana a Poppi (Arezzo) e alí permaneceu por 8 anos (1925-1933).Depois de um breve periodo a Prato (1934) em 1935 foi chamado a dirigir a Fraternidade da Terceira Ordem Franciscana de Montughi.

Em 1936 foi nomeado primeiro delegado e depois Secretário Provincial da Provincia Toscana dos Capuchinhos para a Terceira Ordem Franciscana.Desde o ano de 1938 ao 1948 foi Definidor Provincial. No dia 01 de março de 1940 recebeu do Ministro Geral o cargo de Visitador Nacional da Terceira Ordem Franciscana Secular.

Em 1935 consagrava as primeiras quatro irmãs do grupo que viria a ser a "Pequena Companhia de Santa Isabel da Hungria", alguns anos depois em 1938 aconteceu a ereção da primeira casa. No dia 31 de maio de 1943 obteve a aprovação eclesiastica do Cardeal Elia Dalla Costa.

De 1954 ao 1961 foi Secretário Nacional para a Terceira Ordem Franciscana e de 1961 ao 1968 foi o Visitador Nacional da Terceira Ordem Franciscana para os seminários e o clero italiano.

No ano de 1968 retorna em Provincia e recomeça a sua direção da Terceira Ordem de Montughi, e no ano de 1970 já estava em precárias condições de saúde, então se retira a Casa da Pequena Companhia de Santa Isabel, com o objetivo de viver uma vida de recolhimento, sofreu uma trombose celebral, e morreu no dia 10.02.1974 as 6.45 da manhã.

O seu funeral foi celebrado na Igreja de São Francisco em Montughi na tarde do dia 12 .02.1974. Seu corpo repousa no cemitério de Trespiano. Esse é um pequeno resumo biografico do capuchinhos que foi apaixonado pela Ordem Franciscana Secular e amou os santos franciscanos a ponto de fundar um Instituto Secular em homenagem a Santa Isabel da Hungria no qual as consagradas deveriam ser uma continuação da vida da santa se consagrando totalmente a Deus no mundo e vivendo segundo a espiritulidade franciscana a caridade e a oração guiada pela humildade que é a virtude cardeal para o testemunho da boa nova do Reino como luz iluminando as trevas das desumanidades hodiernas através do testemunho silêncioso nas várias realidades deixando que as obras falem mais do que as palavras e o exemplo arraste muito mais do que mil belos discursos.






Frei Emerson Aparecido Rodrigues, OFMcap.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O testemunho suscita Vocações




Acredito que testemunhar suscita outras vocações, no sentido que outros vendo o bem que Deus realiza em nós, se abrem numa resposta generosa a esse Deus que nos chama continuamente. Recebi um alegre pedido para contar a minha vocação e resolvi responder prontamente a tão simpático convite. Bom, a minha vida cristã e o endereçamento para a vida religiosa não tem nada de sinais sobrenaturais, ou extraordinários, mas uma experiência normal como acontece com qualquer jovem.
Fui batizado, mas ainda sem compreender profundamente a grandeza desse dom de Deus para cada um de nós, nos inserindo na família de Deus, e imprimindo caráter, é uma coisa maravilhosa, se tornar filho de Deus no Filho. Sempre procurei seguir o que me ensinavam na catequese, participar da missa todos os domingos, fazer as minhas orações, não falar palavrão, etc. Nessa época todos na minha sala de catequese iriam ser padres e freiras e inclusive eu. Procurei perseverar no meu objetivo, perseverar na pratica religiosa.
Quando fiz a primeira comunhão, alguns meses depois me afastei da Igreja, com a desculpa do trabalho, eu trabalhava para uma família que não era cristã e não observava as nossas festividades, e depois por alguns anos fui trabalhar num açougue onde trabalhava também aos domingos.
Logo após esses anos tive a famosa crise da adolescência, onde se começa a questionar o que vou ser quando ficar adulto, que religião seguir… nessa época me afastei da Igreja e comecei a girar por vários grupos religiosos ( espíritas, candomblé, igrejas neo pentecostais, messiânicas…) em busca de uma resposta sobre Deus, e todos os lugares onde passei não via algo profundo que me cativasse. Resolvi continuar rezando e durante a novena de natal do ano de 1995, minha catequista me pediu para ajudar no grupo com as leituras, e o segundo encontro seria em minha casa, daquele dia em diante não perdi um encontro, sempre ajudando no final da novena, fiz um propósito que o presente que eu ofereceria ao menino Jesus naquele ano, e que eu iria voltar a Igreja porque eu precisava conhecer a bem a minha fé.
Tomei a decisão de inscrever-me no curso de preparação para o Crisma, com os adultos naqueles ano, tive a graça de começar a trabalhar com as Filhas de Maria Missionárias no Educandário São José, em Santo Anastácio. Os catequistas do Crisma nos faziam entusiasmar com os conteúdos que eles nos passavam vibrar mesmo. Assim senti a vontade conhecer a Palavra de Deus.
Sempre que tinha dúvidas, me dirigia as Irmãs que pacientemente explicavam. Naquele ano o mês vocacional me pegou em cheio. Todas as reflexões, era lindo ouvir o testemunho de gente realizada na sua vocação. As Irmãs consagradas, principalmente Irmãs: Teresa, Anastácia, Imelde, Ines, Gorete, Rosânea, os leigos engajados nas pastorais, como era lindo ver as famílias falarem do seu trabalho pelo Reino, o Padre Gerisvaldo que conheci como diácono e depois como jovem sacerdote, comunicava a graça de Deus no seu trabalho pastoral realmente era questionado: Qual será a minha vocação? Entre todas essas qual será o meu chamado?
No caminho de discernimento fui refletindo, fazendo o confronto, rezando, amadurecendo e buscando. Decidi ir ao seminário diocesano para ver se era ali que o Senhor me chamava. Participei do primeiro encontro, era tudo muito lindo, estava em casa, mas parece que faltava algo que eu não sabia o que era. Era tudo perfeito mas o meu coração ainda não estava todo ali. Mesmo assim resolvi voltar no segundo encontro para dizer aos padres que não viria mais, já tinham me colocado na lista de quem entraria no próximo ano. Naquele encontro, entre os testemunhos, tinha um sacerdote, um casal e uma religiosa das franciscanas do coração de Jesus, Irmã Dirce Lourenço.
A irmã nos falou sobre São Francisco e a sua vocação ao carisma franciscano justo após o almoço, realmente era uma batalha difícil. Mas a irmã não se intimidou e com um belo sorriso e todo o seu entusiasmo nos manteve acordados e interessados ao seu testemunho. Sentia a vida nos olhos e no sorriso daquela irmã, a sua alegria contagiava a todos e ao ouvir como ela se encantou por São Francisco. Naquele momento pra mim o santo de Assis passou a ser o mais belo dos santos e mais original seguidor de Cristo. Realmente me apaixonei, no olhar da irma franciscana fiquei perdido de amor para seguir Jesus no modo de Francisco. Meu coração ficou franciscano. Queria conhecer francisco, os frades queria descobrir essa vida que ate então nunca tinha ouvido falar.
Simpaticamente me convidei para ir ao convento da Irma, eu precisava ler sobre esse santo conhecer mais… A irma depois de duas conversas me disse você seguramente será feliz com os capuchinhos, pedi o endereço desses benditos frades e assim que consegui entrar em contato, fui passar uma semana com eles.
Quando cheguei a Piracicaba, o trabalho dos frades me encantou, Frei Francisco que vivia num barraco e favela ha mais de 10 anos, embora professor e homem culto compartilhava da vida dos pobres. Frei Carlos que atendia uma fazenda de dependentes químicos, e o carinho e dedicação daqueles frades, do povo gente com a gente. Não tive dúvida, disse no meu coração: aqui armarei a minha tenda!
Mas as provações e os critérios vocacionais não tinham nem começado, mas no meu coração tinha decidido de ser capuchinho. Se podia entrar no aspirantado depois de um ano sendo acompanhado em casa. Participei de dois encontros e falei com o acompanhador: “Entro no convento com os capuchinhos? Se vocês não me querem vou caçar quem me queira!! Não tenho mais o que pensar quero ser capuchinho.” Ficava triste porque todos os jovens tinham o dia de entrar no convento e a mim ninguém tinha dito nada.
Quando recebo o telefonema dizendo que no dia 25 de agosto, dia de São Luís de frança, iria iniciar o aspirantado com mais 4 jovens no convento Santa Clara de taubaté. Estava tudo certo, mas ainda não tinha sido dispensado do exército. Graças a Deus fui dispensado. Mas ainda por dois meses seguindo o conselho do meu diretor espiritual não devia dizer nada a ninguém.
Estranhamente, deixei a catequese, o grupo de jovens, os vicentinos, o cursilho todos os meus compromissos sem dar explicação a ninguém e as pessoas estranhavam. Mas seguindo o conselho não queria dizer que estava indo ao convento. No dia 23 de agosto na missa das 18:30 todos ficaram sabendo o mistério, eu estava deixando Santo Anastácio para entrar no aspirantado dos Frades Menores Capuchinhos.
Hoje fazem 12 anos que se passou o momento difícil de deixar a casa, a família, o que tinha, e a possibilidade de ter e deixar a minha terra, meu trabalho e meus amigos com uma simples mochilinha nas costas. Com todas as dificuldades que passei, momentos de questionamento e crises. Horas em que fui colocado sobre pressão para crescer. Tenho a certeza de que o Senhor sempre esteve comigo e me sustentou, pois sozinho não podia. A cada dia agradeço a Deus a graça de ser um irmão capuchinho. Eu por mim mesmo não mereço mas Jesus na sua bondade infinita me sustem sempre.








Frei Emerson Aparecido Rodrigues, OFMcap, atualmente vive em Roma no Colégio Internacional São Lourenço de Brindes, onde trabalha na recepção e cursa Teologia Espiritual com especialização em Franciscanismo na Pontificia Universidade Antonianum.








Esse artigo foi publicado no dia 25.08.2010, no blog jovens apostolos endereÇo http://jovensapostolos.wordpress.com/2010/08/25/o-testemunho-suscita-vocaes/












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sábado, 2 de julho de 2011

A vida do Ministro Geral Bernardo Christen de Andermatt (1837-1909).






Esse artigo se baseia principalmente na biografia de Frei Bernardo de Andermatt, ministro geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos escrita por Hilarin Felder traduzida da língua alemã para a língua italiana, todas as citações e notas são da versão italiana, as notas são citadas ipse litere como em italiano com uma tradução em língua portuguesa entre parentesis. Penso que esse resumo seja interessante e válido para conhecer melhor a História da Ordem na modernidade visto que a maioria do material se dedica as origens em detrimento da Idade moderna e contemporanea que vem pouco conhecida e em parte ignorada.




Talvez essa biografia revele como H. Felder via Bernardo de Andermatt, mesmo assim é válida e interessante para entender os desafios do periodo histórico para o Ministro geral e para a Ordem.




O ano passado entre os dias 11e 13 de março aconteceu em Roma no Collegio San Lorenzo o convênio com o título : "Bernardo Christen da Andermatt a Cent'anni dalla morte (1909-2009)", que foi uma importante oportunidade para conhecer e aprofundar a história da nossa Ordem no conturbado século XIX, como conhecendo de perto a vida e toda a problemática enfrentada por Bernardo de Andermatt.[1]




As conferencias de estudo foram abertas com a apresentação do volume que conta a vida desse personagem legendário para a história da Ordem. A sua biografia foi traduzida do alemão para o italiano pela Doutora Patrizia Morelli a pedido do atual Ministro Geral Frei Mauro Jöhri, que apresentou o volume. Recordava o Ministro que leu essa biografia e admirava o protagonista e com a tradução era uma oportunidade para todos que sabem a língua italiana conhecer esse personagem enigmático que dirigiu a Ordem por vinte quatro anos e a sua biografia não foi traduzida completamente para nenhuma outra língua. A biografia tem os seus limites cientificos, tem caráter apologético e elogiativo que a introdução a edição traduzida em italiano adverte sobre seus limites e faltas e valoriza os pontos positivos da obra.




Como nos faz notar o Frei José Angel Echeverria no seu texto de introdução a biografia alguns fatos são amaciados, visto que o personagem é uma figura polemica que recebeu cargos eclesiasticos e quando o biografo escreveu também ocupava um cargo eclesiastico tudo isso tem a sua influência, por isso, muitas vezes conflitos com pessoas e provincias não vem apresentados na sua polêmica[2]. A biografia se divide em venti e sete capítulos que contam desde a sua cidadezinha natal até os últimos dias da sua vida como arcebispo .Sono ventisette capitoli che comprendono del suo paese natale fino ai suoi ultimo giorni di vita come arcivescovo.




Os critérios e métodos são muito diferentes dos atuais e o biográfo era um admirador do objeto da biografia: “Così anche il suo biografo è diventato involontariamente agiografo, e, invece di scrivere semplicemente di padre Bernardo, ha cominciato a venerarlo e ad invocarlo."[3] (assim o biografo se tornou involuntariamente hagiografo, e ao invés de escrever simplesmnete de padre Bernardo começou a venerá-lo e invocá-lo). Outro limite notável é que parece que Frei Bernardo nunca errou ou tomou uma decisão infeliz durante todos os cargos que exerceu[4], falta uma contextualização para entender os problemas sofridos pela Ordem nos diversos países europeus com as supressões na Italia 1860-1866, a tomada de Roma e a reunificação em 1873, as leis anticlericais na França dos anos 1880, o josefismo na Austria, e o Kulturkampf na Alemanha e ba Suiça, e a supressão dos religiosos na Espanha em 1835[5], como também contextualizar a relação com os Pontifices quando reinavam sobre o trono de Pedro os Papas desse período, a saber: Pio IX, Leão XIII, e Pio X, como o contexto socio-cultural em que vem formado Frei Bernardo e o contexto eclesial em que exercita os seus cargos: de guardião, provincial, custódio e Geral.[6]




Outra das limitações são o uso unilateral das fontes, todas as citações são todas positivas, são citados seus escritos ou escritos que falam a seu favor não há comparação com os argumentos de seus "inimigos" . Mas acreditamos que, em prática tendo consciencia dos limites, o trabalho deve ser lido com espírito crítico e sem exigir demais da obra esperando respostas que não interesse da obra responder, lembrando que foi escrita quase 70 anos atrás .[7]




Tendo em conta que o objeto dessa biografia é um personagem controverso e não inteiramente conhecido ainda hoje, sabemos que há uma sua autobiografia, que permanece em alemão. [8] Muitos problemas não são investigados a fundo e às vezes descreve uma questão complexa em um modo bastante superficial: sobre as visitas do Ministro Geral, o autor traz mais luz, o seu sofrimento experimentado pelo Ministro para fazer a viagem e omite a importância dos problemas que tentava resolver[9], dá a Padre Bernardo um protagonismo exagerado nas questões a respeito do Instituto para as Missões em Oriente. Faz da observância regular e da vida comum uma preocupação especifica própria de Frei Bernardo, algo que não é exatamente assim, uma vez que esta foi também uma preocupação de seus antecessores, incluindo a questão dos seminários menores, e a fundação Colégio de São Fidelis para as missões, e a revisão das Constituições e definir relações entre o geral, da Ordem e da Congregação dos Bispos e Regulares, e a questão das províncias espanholas.




O autor tem uma visão muito negativa das províncias do sul da Itália e a mesma atitude em direção à província romana e a questão do convento em Roma .[10]




As razões que tornam válida a publicação e a tradução da obra inteira que não tinha sido ainda traduzida em nenhuma das línguas modernas em modo completo, somente partes a versão completa permanecia em alemão.Tendo em conta todos os limites se pode dizer que o autor consegue estabelecer um perfil de Frei Bernardo mostra sua vida como um frade do século XIX, que aborda os problemas que ele passou no processo formativo, e aos quais procurou responder. Apresenta o seu periodo e a ela como um homem que uniu a autenticidade da tradição capuchinha para uma nova versão da vida capuchinha, enfrentando obstáculos e promovendo : os seminários menores, os estudos universitários filosóficos e teológicos, o trabalho missionário, a educação relacionada aos colégios seráficos e o cuidado e das vocações. [11]




No prefácio original H. Felder revela sua simpatia pela pessoa de Frei Bernard, por vezes, exagerado:La sua persona suscitava in me, negli anni di giovinezza, rispettosa ammirazione e timore(…) il lavoro al suo profilo biografico allora divenne per me un’autentica esperienza religiosa (…) e invece di scrivere semplicemente di padre Bernardo, ha cominciato a venerarlo e ad invocarlo[12] (Sua pessoa despertou em mim ao longo dos anos da juventude, a admiração respeitosa e medo (...) a sua obra biográfica, em seguida, se tornou para mim uma experiência religiosa genuína ( ...) e em vez de simplesmente escrever sobre Frei Bernardo, ele diz seu biógrafo, ele começou a adorá-lo e invocar).




No primeiro capitulo falando da familia e da cidade de origem nos é apresentado o modelo de família muito perfeito: “ La sua culla fu “una casetta piccola, piccola, nella quale regnavano amore, pace ed armonia e non mancava la benedizione di Dio”[13] ( o seu berço foi uma casa pequena onde reinavam o amor, paz e a harmonia e não faltava a benção de Deus), que era um sinal de uma perfeição cristã muito piedosa quase comparando a sua família com a sagrada família de Nazaré. Um Pai virtuoso justo e juiz , Sebastian “ un piccolo contadino e calzolaio” [14] (camponês e sapateiro) uma mãe, Josepha, “modello ed esempio di cristiana madre di famiglia”[15] (modelo e exemplo de mãe cristã) e o pequeno Eduardo, o quarto de treze filhos, com os seus irmãos. Não dizemos que não eram bons cristãos, porém o modelo que o autor apresenta é quase como se Andermatt fosse uma outra Nazaré.




O segundo capítulo è dedicado a juventude onde Eduardo é descrito pelo Professor Russi como um aluno comunicativo[16] e na matéria de religião era mais aplicado que os outros[17] depois da escola primária teve como professores dois frades capuchinhos: Frei Heinrich Kappeler e Frei Thaddäus Müller. Naqueles anos foi coroinha e viveu a experiência dos conflitos na Suiça dividida entre a liga e os liberais.[18]




No terceiro capítulo o autor nos apresenta o Eduardo que frequenta um tipo de escola ginasial dirigido pelos frades capuchinhos e as suas dúvidas são entre ser capuchinho ou beneditino e ao final será capuchinho devido a sua amizade com os seus professores.[19] Eduardo chega ao convento de Wesemlin no dia 5 ottobre 1855 e três dias depois è recebido no noviciado e recebe o nome de Frei Bernardo terminado o ano de provas no dia 08 de outubro de 1856 fez a profissão[20]




O quarto capítulo nos conta sobre os estudos superiores e a ordenação sacerdotal e justamente por isso Frei Bernardo se transferiu a Solothurn[21] e a Schwyz para a teologia por três anos.[22] Alí viveu um sofrimento muito grande com a morte de um dos seus colegas de turma e uma doença aos olhos. No ano de 1859 eles vão para a Zug o leitor em teologia e os estudantes[23] e no ano de 1860 foi a sua ordenação na igreja que era dos franciscanos[24] O autor exalta Frei Bernardo pelo fato que tendo uma modesta formação como a que ele teve “sia potuto diventare il grande uomo che la storia ha conosciuto.”[25] ( pode se transformar o grande homem que a história conheceu)




No capítulo quinto descreve a atividade de Frei Bernardo como “Laudfpater”,em alemão literalmente: padre itinerante, e como leitor e mestre de noviços. Já no ano de 1860 começa a atender confissão. Nesses anos existia um controle rigido sobre a cura animarum da parte do estado e todos os sacerdotes deviam se submeter a um exame estatal e Frei Bernardo é aprovado no exame com uma das notas mais altas, com essa qualificação pode se tornar professor e educador.[26] No ano de 1862-1863 os noviços são confiados temporaneamente a ele e no ano de 1863 foi nomeado a leitor de filosofia a Zug e logo depois assumiu também a teologia e no ano de 1865[27] foi nomeado mestre de noviços se ocupando da formação dos mesmos entre outros cargos, permanecendo como mestre de noviços por nove anos.[28]




O capítulo sexto apresenta o desnvolvimento do seu cargo como guardião de Solothurn nos anos da chamada Kulturkampf. Naquele lugar o governo era liberal e o clima era hostil a Igreja e as rodense religiosas. O bispo foi expulso e as abadias tinham sido supressas e os capuchinhos também esperavam a hora de cumprir o mesmo destino. No ano de 1873 chegava ali Frei Bernardo para substituir o seu predecessor que tinha pedido dispensa do cargo de guardião. Bernardo desde o inicio procurou visitar as famílias e reestabelecer as relações entre as pessoas e o convento. No ano de 1876 o convento de Olten foi ameaçado e na lista estavam também os outros conventos capuchinhos daquela região, Frei Bernardo escreve um pequeno panfleto onde se dirige ao povo sobre o fato que os capuchinhos por trezentos anos compartilharam com as pessoas os momentos bons, mas também os ruins, se seria certo serem expulsos sem ter feito nada de mal a ninguém e termina assim: “Popolo di Solothurn giudica tu stesso su di noi!”[29] e il popolo “non voleva lasciare toccare i suoi cappuccini”[30] (Povo de Solothurn nos julgue você mesmo!) e o povo não queria deixar que mexessem com os seus capuchinhos.




No capítulo sétimo foi delineado os seus passos de Frei Bernardo como definidor e depois como ministro provincial. No ano de 1876 foi eleito o primeiro definidor e fez a propostas de melhoramentos sobre: o uso do dinheiro, as depesas de construções e a observancia regular. Foi encarregado do renovamento da instrução escolástica[31] e jutamente promoveu uma qualidade no nível das vocações dos candidatos a Ordem[32] No ano de 1879 foi nomeado ministro provincial[33] e continua com o projeto da escola de Stans que no ano de 1882 tinha 61 estudentes e promoveu as escolas principalmente para os povoados de lingua francesa. Como ministro provincial teve que trazer embora os frades que estavam na missão de Chur onde foi martirizado São Fidelis da Sigmaringa em 1622, foram os frades que cuidaram e sustentaram a fé católica naquele lugar e naquele momento o bispo local os mandava embora deixando até mesmo as reliquias do mártire.[34]




No capítulo oitavo retrata como Frei Bernardo exercitou o cargo de custódio no Ticino. Em 1883 vai a Lourdes acompanhar uma familia como tinham pedido o ministro geral Frei Egidio da Cortona[35] e três meses depois ao seu retorno é nomeado como o custódio no Ticino e no ano sucessivo vai ao capítulo geral a Roma.[36] A provincia do Ticino se tornou uma custodia da Provincia Suiça, a situação que o custódio devia enfrentar era de uma provincia condenada a morrer.




No capítulo nono foi narrada a eleição de Frei Bernardo a ministro geral da Ordem Capuchinha. Em 1884 para o capítolo geral eram 110 capitolari[37] e foi eleito com 64 votos entre 109 votantes para um mandato de doze anos[38] e na sua carta circular a toda a Ordem propos o ideal: “ Contemplatio et apostolatus, oratio et operatio.”[39]




O capítulo décimo conta todos os desafios enfrentados pelo novo geral a respeito da Curia geral. Os conflitos com a provincia romana, e depois as supressões dos conventos italianos, a Curia se encontrou em dificuldade. Já no ano de 1881 o definitório tinha decidido de encontrar um lugar apto para a Cúria, quando chegou ao generalato Frei Bernardo recebeu esse entre tantos outros problemas Encontram uma casa em más condições que devem pagar pelo aluguel 5000 liras por ano.[40] Mas, no ano de 1897 a Curia se transferiu para a via Boncompagni.[41]




No capítulo décimo primeiro é detalhado todo o protagonismo de Frei Bernardo na organização da Ordem, depois de organizar a sede da Curia devia reorganizar a postulação da Ordem e fazer o inventário da situação financeira[42] e reconduzir sob a direção do generalato as missãos estrangeiras[43], além de organizar a situação de tantas provincias da Ordem principalmente as do Sul da Italia.[44] Em 1885 foi fundada a revista officia da Ordem, a Analecta para facilitar a comunicação e as ligações dentro da Ordem, e entre o governo geral e as provincias.[45]




O capítulo décimo segundo coloca a atenção sob as Ordenações Capitulares de 1884 que de serem examinadas foram aprovadas pelo Papa Leão XIII, o conteúdo desa ordenações era dividido em onze sessões, assim organizadas: o acolhimento e a formação dos jovens para a Ordem, a santa missa, e ofício divino, a observancia regular, a seráfica pobreza e a vida comum, o trabalho e a santa conduta, os superiores e obediencia, as faltas e as penas, os frades perseguidos e expulsos, os pregadores, as missões e os privilégios.




O capítolo décimo terço nos da uma idéia das missões da Ordem cujo cui dado era confiado a um procurador, as provincias não eram envolvidas em primeira pessoa e a eficácia vinha comprometida, visto que os missionários eram considerados perdidos para a Ordem, e muitas vezes abandonados a sorte sem nenhum acompanhamento ou apoio. Frei Bernardo, consegue com que as missões voltem a ser submissas ao ministro geral e o Procurador é excluido, no seu lugar é escolhido um secretário para as missões sob o comando do ministro geral. Em 1887 è publicado o Estatuto para as missões[46] que é promulgado definitivamente em 1893[47] No fim do segundo mandato o número dos missionários dobrou, a sua vontade de aumentrar os territórios teve um feliz desfecho, aumentou de 22 a 36, os territórios de missão e os missionários de 379 a 914 e estendeu as missões a todos os continentes.[48] O autor louva os esforço de Frei Bernardo que é “passato alla storia come il restauratore della vecchia missione cappuccina e come il padre di quella moderna”[49] (passado a história como o restaurador da velha missão capuchinha e como o pai da moderna missão)




Se ocupa o capítulo décimo quarto a narrar as visitas de Frei Bernardo em Oriente (1885e 1886), preocupado coma s missões specialmente com a formação dos jovens[50] porque sentiu que eles tinham dificuldade inclusive com a língua latina.[51] Entre todos os esforços de manter o Instituto Oriental com a abertura do Colégio Internacional a Roma, o primeiro desaparece.[52]




O capítulos dedicados a contar as suas visitas nas provincias são seis: o décimo quinto, o décimo sexto, o décimo sétimo, o décimo oitavo, o décimo nono, o vigésimo, o vigésimo primeiro e o vigésimo segundo. Esses capítulos nos mostram que o Ministro Geral fez das suas visitas um instrumento, talvez o mais importante do seu governo: “ Se un tale resoconto appare tuttavia piuttosto esteso, ciò è perché padre Bernardo spese la parte più grande dei suoi 24 anni da Generale nel compiere le visite canoniche alle provincie dell’Ordine e perché fu precisamente questo lavoro come visitatore nelle provincie il fattore principale della sua opera di restaurazione dell’intero Ordine”[53] (Se uma prestação de contas parece muito longa, isto è, porque Frei Bernardo consumou a maior parte dos seus 24 anos de Geral em compri as visitas canonicas as provincias da Ordem e porque foi precisamente esse trabalho como vistador nas provincias o fator principarl da sua obra de restauração da Ordem inteira.




Nos anos de 1886 a 1889 concentrou o seu olhar ao Sul da Italia e visitou as provincias de Luca, Piemonte, Alessandria, Suiça, Lombardia, Bologna, Le Marche di Ancona, Le Marche(Picena), Veneta, Trento, Croazia, e única provincia espanhola que depois vem dividida em três partes.[54]




Nos anos de 1890 a 1891 visita a provincia de Corsica, pertencente a França, que sofreu por causa das leis do estado. Aquela de Sassari, Sardenha em que todos os frades eram dispersos e permaneceu somente um convento[55] . Em Sardenha visitou também aquela de Cagliari onde encontrou as coisas num melhor estado, a provincia Inglesa e Irlandesa, o Norte da Africa, e a provincia de Malta, Norte America, as Provincias francesas e o Canadá, foi o primeiro ministro geral a visitar a America.[56]




Nos anos de 1892 a 1893 visitou a Umbria que não pode visitar antes or causa da urgente situação da Espanha[57], também a provincia de Abruzzo, onde teve que colocar as coisas em ordem: os estudos, a oração e o problema do peculium.[58] A provincia austro-hungara em situação de sofrimento por causa do josefismo[59] e muitos pensamentos de caráter secular se inflitraram e diante do desejo de reforma do Ministro Geral tantos frades resistiram[60] embora o ministro continuasse a insistir sobre dois pontos: o peculium e o modo de se vestir.[61] Fez uma visita parcial nas provincias Boemo Morava e da Galizia, Polonia austriaca e também aquela da Baviera e Westfalia.




Nos anos de 1894 a 1895 visitou a provincia belga , a provincia holandesa, a helvética, a suiça francesa e espanhola. Mas a parte maior do capítulo o autor se dedica a descrever a doença do ministro geral enquanto estava em visita a Espanha e durante a visita adoece.[62]




Nos anos de 1898 a 1900 visitou o Tirolo que visitava sempre com boa vontade[63] e também a Calabria e Cosenza, foi nomeado visitador apostólico para a provincia romana[64] nessa visita os decretos da Congregação menzionavam sobretudo a exigente necessidade de uma perfeita vida comum em toda a provincia, a reforma dos estudos, a reforma da disciplina e da regular observancia na fraternidade romana.[65] As provincias de Genova e de Savoia foram visitadas em 1900.[66]




O capítulo vigésimo segundo se preocupa de contar as ultimas visitas do ministro geral entre 1904 e 1907. Retornam aqui os conflitos entre Frei Bernardo e Giocondo da Montoni em relação a revisão das Constituições e da substituição nas ausencias do ministro geral e o autor atribui a essa situação tensa a redução das visitas do geral que procurava de não se ausentar de Roma.[67] Saia somente por razões de urgencia no 1904 visitou a provincia de Bari.[68] Do ano de 1904 a 1906 esteve sempre a Roma[69] e visitou a provincia da Bélgica[70] e a provincia Renano Westfalica[71] e as provincias sicilianas.[72]




Termina aqui o seu trabalho como visitador das provincias da Ordem, somente duas provincias não foram visitadas, porque não podiam ser visitadas, a provincia russa e a polaco-russa, mas as missões em parte visitadas e cinquenta circunscrições contando cerca de 10.000 frades foram encontrados pessoalmente e tantos por mais de uma vez.[73]




Chegando nesse ponto da biografia o autor faz um outro louvor a Frei Bernardo: “ Se consideriamo che il fardello delle visite era molto spesso aggravato dalla malattia e che in alcuni luoghi egli doveva vivere, viaggiare e lavorare in condizioni estremamente difficile, siamo costretti ad ammirare gli eroici risultati di quest’uomo”[74] ( Se consideramos que o fardo das visitas havia agravado a doença e que em alcun lugares devia viver, viajar e traballhar em condições dificeis, somos obrigados a admirar os heróicos resultados desse homem). Percebe-se aqui a importancia que o autor dá as visitas como um instrumento de restauração da Ordem: “Le visite condotte(…) erano tra le principale cause della restaurazione dell’Ordine”[75] (As visitas conduzidas(…) eram entre as principais causas da restauração da Ordem) e fecha o capítulo com uma outra observação laudatória: “Padre Bernardo dovrebbe essere considerato come uno il più grande generale cappuccino, anche se ci fosse noto soltanto come visitatore generale”[76] (Frei Bernardo devia ser considerado o maior geral capuchinho, mesmo se fosse evidenciado somente como visitador geral)




O capítulo décimo nono narra o capítulo geral de 1896 e a reeleição de Frei Bernardo. Esse capítulo geral teve como sede o Colégio São Fidele.[77] Logo depois da abertura do capítulo, o ministro geral fez a prestação de contas da situação administrativa do seu governo.[78] Frei Bernardo foi reeleito com 110 votos entre 131 votantes .[79]




O capítulo vigésimo conta o desafio da revisão das Constituições que tem um lugar importante no capítolo geral e logo depois da eleição do geral. Fazia mais de duzentos e cinquenta anos que não eram submetidas a uma revisão nesse caso se chamava atenção para a urgencia da revisão, visto que tantos artico deviam ser adaptados aos decretos e leis promulgados pela Igreja nos últimos anos. A revisão tinha resistencia principalmente da parte de Frei Teodoro da Taio[80], as boças tinham tido uma boa aprovação, somente algumas resistencias nos artico 33 e 34 que eram referentes a vida comum e a substituição do geral nas suas ausencias, da parte do acima citado Frei Teodoro e Frei José di Calasanz da Llevaneras com alguns outros que procuravam envolver para defender a sua causa. Resumindo a oposição forte vinha da parte dos membros da procuração geral que se sentiam feridos nos seus direitos.[81] Os opositores fizeram recurso a santa Sé que acolheu o pedido deles ao qual o ministro geral devia responder. No final das contas o cargo de procurador continua, mas não como era primeiramente, o Papa Pio X, conserva o texto sobre a tarefa do procurador mas não com plenos poderes o coloca junto ao definitório com o ministro geral a par da situação, mas Frei Bernardo não viveu tanto para vera a aprovação dessas Constituições em 1909.[82]




O capítulo vigésimo terço que tem o título: o zelo de Frei Bernardo pela vida religiosa e atividade pastoral procura demonstrar o seu cui dado para com essas duas dimensões tanto que ele escreveu uma carta circular que foi chamada : “Sulla regolare osservanza” ( Sobre a Observancia Regular ) em certo modo nas suas visitas sempre sublinhou esse aspecto e trabalhou nessa direção. Relacionado a esse assunto no programa de Frei Bernardo três coisas devem ser tidas presente: a carta circular sobre a pregação, o cuidado pela Ordem Terceira e Obra Seráfica da Caridade.[83]




O capítulo vigésimo quarto conta o empenho pelos estudos e as publicações na Ordem. Como ministro provincial se constatou o seu interesse em promover os estudos e como ministro geral em 1886 nas Ordinationes colocou as bases para reorganização dos estudos[84] , em 1885 o fruto da sua viagem ao Oriente foi a promulgação do Statutum pro Studiis Missionum Capuccinorum[85], no ano de 1893 deu as provincias italianas a Instrução para a direção das Escolas Seráficas[86], em 1901 escreveu uma carta a toda a Ordem sobre os estudos.[87] Preocupava-se principalmente com a pregação como podemos observar : “ Di pari passo con l’apostolato della Parola, nell’Ordine ha l’apostolato della scrittura. Non è cosa per tutti, ma è un dovere di coscienza per “coloro i quali il Signore ha fatto questo dono”[88] ( Aos poucos com o apostolato da Palavra, na Ordem tem o apostolato da escritura. Não è uma coisa para todos, mas è um dever de consciencia para aqueles os quais o Senhor deu esse dom.)




Na Acta Bernadina encontramos vinte e cinco cartas dele escritas entre 1898 e 1908 sobre a questão dos estudos e do trabalho literário.[89] Publicou algumas coisas como a Vida de São Francisco escrita em alemão em 1898, e depois traduzida em francês, italiano e português. Entre outras coisas preparou a fundação do Colégio São Lourenço de Brindes inaugurado em 26 de setembro de 1908 pelo novo ministro geral Pacifico da Seggiano.




O capítulo vigésimo quinto apresenta Frei Bernardo depois que terminou o seu generalato, como ele mesmo declamo : “ I ventiquattro anni del mio generalato sono finiti”[90] (Os vinte e quatro anos de generalato terminaram) e como foi feito arcebispo pelo pedido do ministro geral de então, Pacifico da Seggiano, o Papa procurava homenagear Frei Bernardo dando a ele um título eclesiastico, e por isso vem nomeado bispo titular de Stauropoli[91] e o auto e narra todos os detalhes da sua consagração que aconteceu na Igreja da Imaculada Conceição.[92]




No capítulo vigésimo sexto nos è contado todo o retorno a casa, a doença e o fim da vida de Frei Bernardo, sua despedida de Roma no dia 2 de julho de 1908[93], e logo depois caiu doente na Suiça, foi cui dado por sua sobrinha Irmã Bernarda Christen que foi sua enfermeira.[94]




No dia 11 de março de 1909 morreu Frei Bernardo[95] e o autor quer resumir todos os seus méritos na seguinte frase: “ promosse gli studi, ampliò le missione e rafforzò la disciplina”[96] (Promoveu os estudos, ampliou as missões e reforçou a disciplina.)




O vigésimo sétimo capítulo è aquele conclusivo que tem como tema: a personalidade e a santidade de Frei Bernardo no qual o autor procura descrever esses dois elementos do nosso protagonista: “il ritratto di un personaggio grandioso!”[97] (o retrato de um personagem grandioso) que vem desenhado pelo autor como um homem que tinha a palavra certa no momento certo e o modo certo de pronunciá-la.




O autor procura elencar as virtudes de Frei Bernardo desse modo: sempre unido a Deus numa intimidade filial, nas obras, na oração e no sofrimento e concluindo a obra sintetiza dizendo que essa atingiu o seu objetivo se : il “padre Bernardo resterà nella Storia come il secondo Fondatore e modello ideale dell’Ordine Cappuccino.”[98] (Frei Bernardo permanecerá na História como o segundo fundador e modelo ideal da Ordem Capuchinha.)




Esse resumo mostra desde o inicio que o autor faz uma apologia de Frei Bernardo de Andermatt, acima da admiração, e da devoção do autor pelo objeto da biografia que ao nosso ver muitas vezes é exagerada. Porém devemos recordar que quando Felder escreve esse livro Bernardo era já falecido e tinha recebido um cargo eclesiastico e também Hilarin era já revestido de um cargo eclesiastico nesse momento não se tem um visão crítica em relação a autoridade como nós temos hoje. A nosso ver essa biografia tem seu merito e aconselhamos a leitura para ter uma noção dos problemas nesse contexto histórico, dos séculos XIX e XX. Os problemas devem ser aprofundados em relação as ideologias, como a Kulturkampf e a situação religiosa e social de cada país e o modo como é enfrentado o problema das supressões.




Certamente Frei Bernardo é merecedor de ser recordado e conhecido seja pelo tempo que durou o seu governo, seja pelo momento histórico que teve que comandar a Ordem momento conturbado, confuso, no qual teve que enfrentar tantas dificuldades para governar a Ordem sejam elas internas ou externas. Mas, também pelos trabalhos que foram iniciativas do seu governo, como pela continuidade de coisas que começaram os seus predecessores, o importante é que procurou seguir em frente mantendo a mesma linha e fazendo as mudanças necessárias, como para as missões que confiou a cada provincia européia uma missão.




A maioria das provincias fundadas na América Latina que levam em frente o carisma capuchinho foram fundadas no seu governo, como por exemplo a Provincia de São Paulo do Brasil que foi iniciada em 1888-1889 com uma missão confiada a provincia de Trento.[99]




A revisão das Constituições , a fundação das escolas seráficas, promovendo as vocações, a promoção de publicações e a preparação e expansão da Ordem Terceira, e preoccupando-se com a promoção dos estudos vendo um horizonte amplo para a preparação dos frades qualificados para o serviço da pregação , e o esforço e a insistencia sobre a restauração da observancia regular que não parece muito importante hoje, mas que na sua época era o remédio diagnosticado para combater algumas tendencias causadas com o problemas da secularização e supressão dos conventos. O fato de predispor os meios para a fundação do Colégio Internacional São Lourenço de Brindisi, como um centro capaz de formar e preparar para as necessidades do apostolato e a visita as provincias como instrumento de restauração da Ordem tanto que alguns lugares será o primeiro geral a visitar como os Estados Unidos. Todos esses motivos somados aos vinte e quatro anos como ministro geral fazem de Frei Bernardo um personagem singular e importante que deve ser conhecido e estudado e melhor conhecido principalmente para aprofundar a história da Ordem para que possamos usando os nossos meios enfrentar com coragem e disposição os nossos desafios de capuchinhos do nosso tempo.














Bibliografia







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Jöhri M., Lettera Circolare a tutti i frati dell’Ordine sulla missione. “Nel cuore dell’Ordine la missione” in Anal OFMcap (2009) 296-303.







Cognola M., I Frati Cappuccini della Provincia di Trento. Appunti storici, Reggio Emilia, 1932.




Felder H., Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt e il rinnovamento dell’Ordine dei Cappuccini, Roma, 2010.







Ingegneri G., Quando è complesso organizzare, in Messaggero Cappuccino 06/2010. 47-49.







Convegno su Bernardo d’Andermatt, in BICI (2010). p.1.





















[1] Cf. Convegno su Bernardo d’Andermatt, in BICI (2010). p.1.




[2] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt e il rinnovamento dell’Ordine dei Cappuccini,6.




[3] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,21




[4] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,7.




[5] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 8.




[6] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 9




[7] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 5.




[8] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 17.




[9] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 12.




[10] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 13.




[11] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 14.




[12] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 21.




[13] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 33.




[14] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 32.




[15] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 34.




[16] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 38.




[17] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 39.




[18] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 42-44.




[19] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt, 47.




[20] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,49.




[21] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,54.




[22] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,55.




[23] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,56.




[24] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,57.




[25] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,58.




[26] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,60-61.




[27] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,62.




[28] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,65.




[29] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,71.




[30] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,72.




[31] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,75.




[32] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,76.




[33] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,77.




[34] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,82.




[35] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,87.




[36] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,88.




[37] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,101.




[38] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,102.




[39] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,108.




[40] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,117.




[41] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,119.




[42] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,126.




[43] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,127.




[44] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,130.




[45] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,134.




[46] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,155.




[47] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,156.




[48] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,159.




[49] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,161.




[50] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,163-164.




[51] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,166.




[52] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,174-175.




[53] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,178.




[54] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,190.




[55] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,194.




[56] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,210.




[57] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,211.




[58] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,216.




[59] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,217.




[60] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,219.




[61] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,220.




[62] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,241-246.




[63] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,284.




[64] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,288.




[65] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,290.




[66] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,293.




[67] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,297.




[68] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,298.




[69] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,302.




[70] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,303.




[71] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,305.




[72] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,309.




[73] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,311.




[74] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,312.




[75] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,314.




[76] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,315.




[77] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,250.




[78] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,251.




[79] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,255.




[80] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,266.




[81] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,271.




[82] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,281.




[83] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,326.




[84] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,332.




[85] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,336




[86] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,333.




[87] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,335.




[88] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,339.




[89] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,339.




[90] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,349




[91] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,353.




[92] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,355




[93] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,357.




[94] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,359.




[95] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,369.




[96] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,372.




[97] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,375




[98] H. Felder, Ministro generale e arcivescovo Bernard Christen da Andermatt,403




[99] Cognola M., I Frati Cappuccini della Provincia di Trento. Appunti storici, 307-329. Cf. Anal OFMcap (1898) 211-212, uma carta de Frei Bernardino de Lavalle datada 16.06.1898, contado sobre a Colonia de Helvetia ao Ministro Geral Anal OFMcap (1897) 234, uma relação sobre administração dos sacramentos com data de 06.06.1897 de Frei Silverio da S. Bernardo di Rabbi falando das atividades missionárias em Piracicaba.







Frei Emerson Aparecido Rodrigues, OFMcap.